sexta-feira, 21 de junho de 2013

Excessos no Brasil? Mas... Por parte de quem mesmo?

É extremamente difícil, nos dias atuais, você apontar para alguém e sentenciar: “olha, você esta se excedendo”. Particularmente, se essa pessoa estiver, de alguma forma, protestando, considerando sempre o livre direito que todos têm de exercitar a sua cidadania e, quando entramos nessa ciranda, percebe-se que não há limites para quem quer protestar pois estabelece-se uma “verdadeira terra sem lei” onde tudo é permitido ao individuo que quer protestar e, em contra partida, impõem-se limites desumanos e bestiais ao cidadão comum, suprimindo lhe o direito pétreo e basilar de simplesmente ir e vir.
            
É vergonhoso, para não utilizar um termo mais chulo, e até abstruso de explicar ao trabalhador dos grandes centros populacionais do País que, mesmo ele saindo de casa às cinco horas da manhã, naquele dia ele não poderá voltar para sua casa às oito da noite, justamente por que há um protesto e as ruas, avenidas e o transporte de ônibus, trem ou metrô estão parados, alguns até já sofreram danos e estragaram.
            
Tem se estabelecido uma regra um tanto quando perigosa quando se fala em protestar e chamar a atenção: basta trancar os acessos e pronto. Mesmo que se estabeleça o caos, naquele caso, a causa já terá ganhado a mídia e ainda haverá alguns verdadeiros idiotas que se julgam intelectualizados, prontos para levantem uma bandeira do nada e defenderem uma causa que prega a desordem e não leva a lugar nenhum.
            
Percebe-se que, justamente, os indivíduos que cometem os excessos, quebrando, agredindo, incendiando, invadindo, saqueando e trancando acessos são exatamente os mesmos que denunciam os “excessos da Policia”, que na tentativa de coibir esses acintes, tenta restabelecer a ordem e proteger o patrimônio publico e privado.
            
Vivemos, atualmente, um período perigoso e que poderá desencadear para uma convulsão social, onde atacam-se as instituições e a ordem, buscando enfraquece-las e tentando mostrar a toda sociedade civil o esfacelamento do sistema e que podem sim, serem afrontados e desrespeitados a qualquer preço, pois afinal “ESTAMOS PROTESTANDO E AÍ, NÓS PODEMOS TUDO”
            
SERÁ?

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

terça-feira, 18 de junho de 2013

Como todos "nós" gostaríamos que fosse...


Bem que poderia ser mais ou menos assim!!!

E vejam que isso não é uma utopia. Se cada um de "nós" fizéssemos uma parte, ficaria exatamente como todos "nós" gostaríamos que fosse.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O beijo no escudo da camiseta.

Hoje, em qualquer partida de futebol, qualquer jogador, desconsiderando a importância do jogo propriamente dito, quando faz um gol sai logo beijando o escudo do clube, tentando passar para a torcida a impressão de amor e total entrega a aquela agremiação e respeito pelo torcedor.
            
Alguns ganham verdadeiras fortunas e, sequer, tem a noção do que representa monetariamente o salario de cada mês. Apenas sabem-se milionários, praticamente da noite para o dia.
            
Observando esse povo aí, me ocorreu de fazer uma pesquisa a respeito “desse amor” demonstrado por esses jogadores aos seus clubes e cheguei a uma conclusão interessante: os jogadores beijam o escudo na camiseta por que ainda não inventaram o calção com bolso por que, na verdade, esse beijo é apenas um agradecimento pelo salario polpudo, de cada mês.
            
Daqui a pouco sai o calção com bolso para deleite de todos eles.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

... acho que não, depois de um certo tempo a gente atrapalha...

Uma frase assim, sem inicio e sem fim, solta no ar, talvez, não tenha nenhuma significância, fica até sem nexo, mas e se for dita por uma pessoa nascida em 1925, que traga muito no seu contexto emocional, acaba por desarmar a tua alma e te deixa sem argumentos para responder.

Então, vamos do inicio.
            
Dia destes, atendi no meu trabalho uma senhora extremamente simpática, magra, mas voz firme e de conversa agradável e fluente. Uma típica vozinha destas de filme, sabem?
            
Quando vi a sua data de nascimento, parabenizei-a, dizendo aquelas coisas tipo “que bom, a senhora com essa idade, isso é uma dadiva nos dias de hoje, viveu e tem muita historia para contar”, ao que ela, sempre com uma ponta de sorriso nos lábios respondeu:
            
- Claro que é bom meu filho, mas sabe, por maior que seja a família da gente, com irmãos, filhos e netos, depois que morre o companheiro da gente, a gente fica muito só. Ninguém tem tempo para parar e tirar um dedo de prosa com a gente, sentar e tomar um chá então, nem pensar. Dos irmãos, quem não esta doente, esta preso as suas próprias angustias, tal qual a gente, os filhos sempre correndo, não dispõe de tempo pra gente, os netos tem a tv ou a internet, que é mais atraente do que ouvir nossas conversas então, “acho que não é bom viver muito, depois de um certo tempo, a gente só atrapalha”.
            
Esse pequeno comentário, de uma conversa quase informal, de pouco mais de dois minutos, não me permitiu engolir aquilo em seco, pois me deu aquele nó na garganta, daqueles que se estende para o peito e gera uma sensação de tristeza tão grande, refletindo no disfarce dos olhos marejados tanto que me veio à cabeça que, talvez, a maior epidemia da humanidade nos dias atuais, que angustia e mata, seja justamente a solidão. Mais especificamente aquela que exclui as pessoas do seio familiar, do ente querido que não te nota, não fala e muito menos responde a uma simples saudação.
            
Vejam no caso dessa senhorinha e de tantas outras por aí. Quantas noites sem dormir? Quantos ninar o bebe até as costas ficarem dormentes? Quantos levantar a noite e cobrir os filhos? Quantas manhãs e tardes, talvez, dias, semanas ou meses atendendo os netos? Quantas papinhas e mamadeiras? E colos. Quantos colinhos quentinhos? Sem falar das bolachinhas e dos doces da vovó que até curavam a dor de uma peraltice.
            
Alguém já disse que podemos estar rodeados de mil pessoas e, ainda assim, sentirmos solidão, mas a que mais dói e derruba qualquer pessoa é justamente a exclusão e o descaso dos que amamos.
            
Quem não tem tempo para dar atenção aos seus agora, não poderá exigir atenção dos seus amanhã, pois o espelho do tempo refletira exatamente aquilo que você foi ontem.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Parente de quem mesmo?

O carro é parado numa blitz, quando se observa que o condutor esta em total estado de embriaguez, complicando e desacatando os policiais, inclusive fazendo ameaças, tanto que acaba preso e conduzido a uma delegacia de policia.
Ao ser apresentado ao delegado titular, o individuo diz o seguinte:
- Negocio é o seguinte: ninguém me prende, entendeu? Ninguém.
- Escuta aqui cidadão, tu vai ser autuado em flagrante por desacato.
- Tão tá. Vão se meter com a pessoa errada. Vou chamar meu irmão que é membro da assembleia, em Brasília, vou chamar minha irmã que é promotora e vou chamar meu pai que é procurador. Vocês vão ver com quem estão lidando.
Com esse cartel de parentes, é evidente a pressão sobre o delegado que, não querendo incômodo, acaba contornando a situação e libera o pinguço.
De saída, acompanhado de um inspetor até a porta, é indagado pelo policial, que pergunta:
- O senhor hem? Cheio de gente importante na família. Onde mesmo eles trabalham?

- Meu irmão é membro da assembleia de Deus, em Brasília, minha irmã é promotora de vendas da Avon e meu pai é procurador de emprego.

Tão pensando o que?

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Michael Douglas diz que seu câncer de garganta foi causado por sexo oral.

Michael Douglas disse ao tabloide britânico The Guardian que o motivo de ter desenvolvido câncer na garganta foi por ter feito sexo oral em muitas mulheres. A doença foi diagnosticada em 2010 e teria sido consequência dos anos em que o ator passou bebendo e fumando, mas Michael rebateu as afirmações e disse que o seu problema é sexualmente transmissível.
— Meu câncer foi causado pelo vírus HPV (papilomavírus humano), uma doença sexualmente transmissível, por causa do sexo oral — disse Michael, que é casado com a também atriz Catherine Zeta Jones.
Quando foi diagnosticado com o problema, o ator passou por um intenso tratamento que incluiu sessões de radio e quimioterapia, além de uma dieta líquida, que o fez perder cerca de 20 quilos. O tratamento teve resultado positivo e Michael esteve no Festival de Cannes, no último mês, onde concorreu com o longa Behind The Candelabra, em que atuou ao lado de Matt Damon.

Segundo a equipe médica que cuidou da saúde de Michael, ele tem 95% de chances de seguir com uma vida saudável, sem a possibilidade do retorno da doença, já que como o câncer é causado pelo HPV, a herança genética é menos incidente.


Comentário: apenas para esclarecer que é pelo excesso, tá pessoal.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/rs/

sábado, 1 de junho de 2013

Angel (anjo) - Um poema cantado para acalentar nossos dias - Sarah Mclachlan


Angel

Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There's always some reason
To feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty
Oh and weightless and maybe
I'll find some peace tonight

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

So tired of the straight line
And everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lies
That you make up for all that you lack
It don't make no difference
Escaping one last time
It's easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

Gaste todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma mudança que resolveria tudo
Sempre há um motivo
Para não se sentir bom o bastante,
E é difícil no fim do dia.
Eu preciso de alguma distração.
Oh, perfeita liberação
A lembrança vaza de minhas veias...
Deixe-me vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.

Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto aqui

Tão cansado de seguir em frente,
E para todo lugar que você se vira
Existem abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo a mentira
Que você inventa para tudo que lhe falta
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me faz ajoelhar.

Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto aqui
Você está nos braços de um anjo.
Talvez você encontre algum conforto aqui

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Um gato inteligente.

Norberto cansado dos dengos e mordomias que a sogra dava para o gato, resolveu dar um fim naquele bichano. Ensacou o bicho, andou umas 10 quadras e soltou o animal. Ao chegar em casa, o gato já estava deitado no sofá se lambendo.
            
Não satisfeito com aquilo, ensacou novamente o bichano, andou umas 20 quadras e soltou o bicho dizendo “vai peludo, quero ver tu voltar agora”. De volta ao lar, lá estava o gato se espreguiçando no sofá. “mas, puta merda, isso não é possível”.
            
Já indignado com aquela situação, ensacou novamente o gato e saiu. Andou 20 quadra para a direita, 15 para a esquerda e mais 25 para frente, soltando o bichano.
            
Passado uns cinco minutos, liga para a mulher em casa e pergunta:
            
- daí mulher, me diga se o bichano da sogra tá aí?
            
- Sim. Esta dormindo no sofá, por que?
            
- então, me bota esse bicho na linha que eu tô perdido.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com


um blues com "The Doors"


Um clássico para embalar o final de semana.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quanto você vale aos olhos dos teus?

Eram tempos muito difíceis naquele ano de 1998, já não havia mais nem a água barrenta para os animais, pois não chovia a mais de 03 anos. Essa seca no sertão do Piauí havia devastado tudo e a fome se movimentava como rastilho de pólvora por todos os cantos, não respeitava mais nem as crianças.
            
Zé Raimundo e Severino estavam no auge dos 23 anos, casados e com dois filhos cada pra alimentar a qualquer custo e, já não tendo mais alternativas de sobrevivência, decidiram rumar pra São Paulo, capital. Era sair dali ou ficar e definhar na aridez daquele solo.
            
Na chegada em São Paulo, conheceram George, um engenheiro civil em inicio de carreira, cheio de sonhos tanto quanto eles, que estava iniciando uma construtora. Foram tempos de grana escassa até a empresa de George alçar voos mais altos e como Zé Raimundo e Severino partilharam com aquele crescimento, eram chamados pelo nome e de inteira confiança, nesses dias atuais, pelo hoje Dr. George, passados 15 anos e a construtora com mais de 1.500 empregados.
            
Como sempre, desde a chegada em são Paulo, Zé Raimundo e Severino eram uma dupla inseparável nas tarefas, sempre trabalham juntos e, naquela tarde de agosto, onde já se anunciava a primavera, não era diferente. Foram incumbidos de limpar toda a fachada do prédio, um vistoso empreendimento de 15 andares onde iria funcionar o primeiro shopping da construtora, talvez o projeto dos olhos de George.
            
Já com duas horas de trabalhos no 15º andar, Severino sente uma indisposição estomacal e avisa o amigo Zé Raimundo que vai ao banheiro, descendo do andaime. Nesse instante, uma rajada de vento inesperada balança o andaime derrubando o velho amigo Zé. Foi uma consternação geral na empresa e, particularmente para Severino e George, pois afinal, eles haviam começado tudo junto e tinham uma ligação fraterna entre eles. George não se conformava em ter perdido o amigo justamente no seu projeto pessoal.
            
No dia da inauguração já que, apesar daquela tragédia, a vida continua, George chamou Severino e sua família mais a esposa com os dois filhos do Zé Raimundo e mandou-os sentarem num local especial, bem na frente, pois pretendia fazer uma homenagem ao amigo falecido. Então discursou:
            
“- Todos sabem do meu apreço pelo Zé Raimundo, que já não esta mais entre nós, deixando sua família desprotegida, então . . . Nada mais justo que eu ampare sua esposa e seus dois filhos. Pois bem: quero comunicar que estou doando a família do Zé Raimundo um apartamento de cobertura, carro com motorista, uma caderneta de poupança com R$ 100.000,00 reais para cada filho, escola particular e faculdade quando eles crescerem”.
            
Ao que a esposa do Severino cutuca-o e pergunta baixinho:
            
“- Então, que baita amigo você, hein Severino? O Zé lá, caindo do andaime, e você no banheiro . . . Cagando”.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com