Depois de 80 anos, o Japão encerrou oficialmente o pacifismo do pós-guerra.
Não em silêncio.
Nem de forma simbólica.
Com um orçamento de defesa de US$ 58 bilhões,
a maior expansão militar japonesa desde a Segunda Guerra Mundial.
O mundo mudou.
Por oito décadas, o Japão viveu sob uma promessa constitucional:
“Nunca mais”.
Forças armadas limitadas.
Postura estritamente defensiva.
Nenhuma capacidade de ataque.
Essa era acabou.
Hoje, o Japão constrói capacidade real de contra-ataque:
– Mísseis de cruzeiro com alcance de 1.000 km
– Enxames de drones
– Caças de nova geração em parceria com a Europa
Isso não é doutrina.
É prontidão.
Até março, o Japão passará a gastar 2% do PIB em defesa.
Resultado:
terceiro maior orçamento militar do planeta,
atrás apenas de Estados Unidos e China.
Uma posição que ninguém esperava ver o Japão ocupar novamente.
E o recado foi direto.
O primeiro-ministro afirmou publicamente:
se a China avançar sobre Taiwan,
o Japão responderá militarmente.
A resposta chinesa veio na hora.
Condenações.
Pressão diplomática.
Advertências.
Isso não é mais ambiguidade.
É alinhamento.
Se Taiwan cair, o Pacífico se rompe.
Para o Japão, isso significa:
– Rotas marítimas sob risco
– Cadeias de suprimento expostas
– Profundidade estratégica perdida
Não é ideologia.
É sobrevivência.
E o Japão não está sozinho.
A Coreia do Sul expande poder naval.
A Austrália investe em ataque de longo alcance.
Os EUA armam Taiwan.
As Filipinas reabrem bases militares.
Isso não é pânico.
É coordenação.
Todos os estrategistas fazem a mesma pergunta:
o que acontece se Taiwan for invadida?
A resposta japonesa não é mais passiva.
É dissuasão.
Operações conjuntas.
Consequências reais.
A última vez que o Pacífico se rearmou tão rápido
foi nos anos 1930.
A história não se repete.
Mas rima.
A paz deixou de ser presumida.
A estabilidade agora depende de força — não de esperança.
O Japão voltou à linha de frente do poder global.
E o Pacífico entrou em seu capítulo mais perigoso em décadas.
Isso não é alarmismo.
É realidade.
E muita gente ainda não percebeu.
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