segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Japão: Volta ao Protagonismo da Autodefesa

Depois de 80 anos, o Japão encerrou oficialmente o pacifismo do pós-guerra.

Não em silêncio.
Nem de forma simbólica.

Com um orçamento de defesa de US$ 58 bilhões,
a maior expansão militar japonesa desde a Segunda Guerra Mundial.

O mundo mudou.

Por oito décadas, o Japão viveu sob uma promessa constitucional:
“Nunca mais”.

Forças armadas limitadas.
Postura estritamente defensiva.
Nenhuma capacidade de ataque.

Essa era acabou.

Hoje, o Japão constrói capacidade real de contra-ataque:
– Mísseis de cruzeiro com alcance de 1.000 km
– Enxames de drones
– Caças de nova geração em parceria com a Europa

Isso não é doutrina.
É prontidão.

Até março, o Japão passará a gastar 2% do PIB em defesa.

Resultado:
terceiro maior orçamento militar do planeta,
atrás apenas de Estados Unidos e China.

Uma posição que ninguém esperava ver o Japão ocupar novamente.

E o recado foi direto.

O primeiro-ministro afirmou publicamente:
se a China avançar sobre Taiwan,
o Japão responderá militarmente.

A resposta chinesa veio na hora.
Condenações.
Pressão diplomática.
Advertências.

Isso não é mais ambiguidade.
É alinhamento.

Se Taiwan cair, o Pacífico se rompe.

Para o Japão, isso significa:
– Rotas marítimas sob risco
– Cadeias de suprimento expostas
– Profundidade estratégica perdida

Não é ideologia.
É sobrevivência.

E o Japão não está sozinho.

A Coreia do Sul expande poder naval.
A Austrália investe em ataque de longo alcance.
Os EUA armam Taiwan.
As Filipinas reabrem bases militares.

Isso não é pânico.
É coordenação.

Todos os estrategistas fazem a mesma pergunta:
o que acontece se Taiwan for invadida?

A resposta japonesa não é mais passiva.

É dissuasão.
Operações conjuntas.
Consequências reais.

A última vez que o Pacífico se rearmou tão rápido
foi nos anos 1930.

A história não se repete.
Mas rima.

A paz deixou de ser presumida.
A estabilidade agora depende de força — não de esperança.

O Japão voltou à linha de frente do poder global.

E o Pacífico entrou em seu capítulo mais perigoso em décadas.

Isso não é alarmismo.
É realidade.

E muita gente ainda não percebeu.

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