domingo, 4 de janeiro de 2026

Quando o Eleitor Entender que ELE É O CHEFE, o Brasil Começará a Mudar.

O maior problema do Brasil não é falta de leis, nem excesso de políticos, nem mesmo corrupção —
é um detalhe muito mais simples e mais profundo:
o eleitor ainda não entendeu que é o chefe.

Aqui, o voto virou favor.
O mandato virou propriedade.
E o político, que deveria ser funcionário temporário, passou a se comportar como dono do cargo — com a complacência de quem o colocou lá.

A inversão silenciosa de poder

Em teoria, o sistema é claro:
o eleitor contrata, avalia e demite.

Na prática brasileira, acontece o contrário:
o eleitor se comporta como súdito,
o político como chefe,
e o Estado como um ente inalcançável, quase místico.

Questionar vira “perseguição”.
Cobrar vira “radicalismo”.
Exigir resultado vira “ódio”.

Enquanto isso, a mediocridade se reelege com discurso pronto e promessa reciclada.

O voto como cheque em branco

O erro não está apenas em votar mal —
está em sumir depois do voto.

No Brasil, muitos eleitores entregam o poder a cada quatro anos e depois aceitam tudo calados:

  • promessa descumprida

  • projeto abandonado

  • escândalo explicado com nota genérica

E seguem defendendo o político como se fosse parente.

Funcionário não se defende.
Funcionário se cobra.

A infantilização do eleitor

Criou-se uma cultura confortável:
o político promete,
o eleitor acredita,
o tempo passa,
nada acontece,
e a culpa é sempre “do sistema”, “do Congresso”, “do passado”, “da herança”.

Nunca do mandatário.
Nunca de quem escolheu.

Enquanto o eleitor aceitar esse papel passivo, continuará sendo tratado como plateia — não como patrão.

Quando o medo muda de lado

As coisas começam a mudar quando o político passa a temer o eleitor, e não o contrário.

Quando entende que:

  • o cargo não é vitalício

  • a narrativa não substitui resultado

  • a reeleição não é automática

Nenhum discurso é mais poderoso do que um eleitor consciente com memória ativa.

Democracia não é torcida

Democracia não é defender político como time de futebol.
Não é relativizar erro “porque é do meu lado”.
Não é aplaudir fracasso com medo de dar razão ao adversário.

Democracia é simples e dura:
entregou pouco, sai.
prometeu demais, responde.
errou, paga.

Sem drama.
Sem idolatria.

Conclusão: o dia em que tudo muda

O Brasil começa a mudar no dia em que o eleitor entender, de verdade, que:

  • ele não deve nada a político algum

  • gratidão não substitui competência

  • voto não é favor — é ferramenta de controle

Quando isso acontecer, não será preciso salvador da pátria, nem discurso inflamado, nem promessa milagrosa.

Bastará o básico:
o chefe cobrando resultado do funcionário.

E funcionário que não entrega…
é demitido.

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