O Racional e o Peso do Controle
O racional tem um fardo: ele tenta dominar o mundo externo.
E isso gera uma alma organizada, mas às vezes pesada.
Pesada porque:
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Tudo precisa ser explicado
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Tudo precisa ser previsto
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Tudo precisa ser controlado
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Tudo precisa obedecer à lógica
E o mundo, quase por definição, não obedece.
O racional carrega a angústia do engenheiro que tenta construir pontes sobre rios que mudam de curso.
Ele tem paz quando entende, mas sofre quando não entende.
O Emocional e o Peso da Entrega
O emocional, por outro lado, tem o fardo oposto: ele não domina nada — ele se entrega.
A emoção é o território do incontrolável:
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Ama sem saber por quê
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Chora sem pedir permissão
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Se joga sem medir consequências
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Sofre na mesma moeda que vibra
O emocional tem uma alma que não pesa por cálculo, mas pesa pelo impacto.
E qual dos dois carrega menos peso?
A verdade é que a leveza não está na razão nem na emoção.
Está na integração.
A Leveza como Resultado do Aceite
A leveza vem do ponto em que a pessoa entende:
“Eu faço o melhor que posso, e o resto não é comigo.”
Esse é o momento em que tanto o racional quanto o emocional exalam um suspiro de alívio.
A Conclusão que Não Resolve — e Por Isso É Humana
Então, quem tem a alma mais leve?
A resposta honesta é: aquele que não luta contra a própria natureza.
No fundo, a leveza não vem de como você age, mas de como você lida com o que é.
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