A rivalidade entre Adidas e Puma era pessoal.
Os fundadores eram irmãos.
E não se falavam.
Para evitar uma guerra financeira, fizeram um acordo secreto:
o “Pacto Pelé”.
Nenhuma das duas marcas poderia patrocinar o maior jogador do planeta.
O custo seria alto demais para ambas.
Mas a Puma enxergou uma falha.
Quartas de final.
Brasil x Peru.
Segundos antes do apito inicial,
o mundo inteiro olhava para o círculo central.
Então Pelé levantou a mão.
Pediu para o árbitro esperar.
Ele se abaixou.
Calmamente.
As câmeras fizeram o que sempre fazem:
close no maior jogador da Terra.
O que apareceu em rede mundial?
Pelé amarrando os cadarços.
E, em destaque absoluto,
o logo da Puma.
Aqueles 10 segundos valeram mais do que anos de comerciais.
A Puma havia pago US$ 120 mil, em segredo,
para Pelé quebrar o pacto naquele exato momento.
O plano era cirúrgico.
Eles sabiam que o close era inevitável.
Sabiam onde estaria a atenção.
E simplesmente… estavam lá.
Não foi um anúncio.
Foi um acontecimento.
A Adidas ficou furiosa.
O mundo comentou.
E as vendas da Puma explodiram globalmente.
Atenção é a moeda mais valiosa do mercado.
Mas o segredo não é gritar mais alto que o concorrente.
É entender onde todos vão olhar e aparecer de forma natural.
Marketing genial não interrompe o espetáculo.
Ele faz o espetáculo parar.
Pelé não vendeu uma chuteira.
Vendeu um momento.
Até hoje, o “Caso do Cadarço” é estudado como uma das maiores jogadas de marketing de guerrilha da história do esporte.
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