segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A Dor Silenciosa dos Homens Casados

Existe uma dor silenciosa presente em muitos HOMENS CASADOS que quase nunca é verbalizada.

Não porque ele não tem coragem, mas porque muitos homens não aprenderam a falar sobre sentimentos sem se sentirem fracos, inadequados ou desrespeitados.

Essa dor não nasce da falta de sexo em si.
Para muitos homens, o ato sexual poderia acontecer com qualquer mulher.

Essa dor nasce da ausência de demonstração de interesse afetivo por parte da esposa, da falta de iniciativa, do desejo claramente demonstrado e da sensação constante de rejeição emocional e íntima.

Para muitos homens, o problema não é ouvir um “não”. O problema é viver em um casamento onde o “sim” parece sempre vir por obrigação.

Quando a mulher nunca inicia o contato íntimo, nunca demonstra desejo espontâneo, nunca chama, nunca provoca, nunca se antecipa, o homem começa a interpretar algo muito mais profundo do que a simples rotina sexual.

Ele começa a sentir que é apenas TOLERADO. 

Na mente masculina, a ausência de iniciativa não comunica neutralidade. Ela comunica desinteresse.

Com o tempo, esse homem passa a ocupar um lugar muito específico dentro do casamento: O lugar do provedor silencioso de um homem que sustenta, resolve, paga, protege e segura tudo, mas não é mais desejado.

Ele se torna o “Zé Banqueiro”. O senhor dos boletos, responsabilidades e das cobranças.

Mas não o homem do carinho e da atenção.

Muitos desses homens continuam fiéis.
Continuam presentes e cumprindo seu papel.

Mas internamente estão emocionalmente quebrados.

Porque o desejo masculino não é apenas físico, como muitos acreditam.

Ele está profundamente ligado à validação, à admiração e ao sentimento de ser aceito.

Quando o homem percebe que precisa sempre pedir, insistir ou esperar, algo se quebra dentro dele.

Ele passa a se sentir invasivo, indesejado, um incômodo ou até um simples móvel da sala. 

E, aos poucos, começa a se retrair.

Não por falta de amor.
Mas por autoproteção emocional.

É nesse ponto que muitos casamentos entram em uma zona perigosa: não há mais brigas constantes, não há grandes escândalos, mas também não há conexão ou intimidade. 

E esse é um dos sinais mais sérios de Burnout masculino.


Texto atribuído a:
Fatima Nascimentto
coach de relacionamentos 
 


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