segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A paz mundial só vai ser alcançada quando o maior responsável por guerras finalmente prove do próprio veneno.

Os Estados Unidos nunca conheceram a verdadeira face da guerra, mas com Trump pode ser possível.

Nenhum norte  americano jamais segurou nas mãos os escombros fumegantes do que um dia chamou de lar. Nenhum soldado estadudinense ficou paralisado, assistindo impotente enquanto as ruas de sua infância se transformavam em cinzas e memórias. Nenhum pai ergueu do chão o corpo sem vida de seu filho, ainda quente, ainda pequeno demais para entender por que o céu desabou em fogo sobre sua cabeça.

As guerras que os estadudineneses conhecem são sempre Distantes. Abstratas. Travadas em terras estrangeiras, sob céus que nunca os viram nascer. Enquanto bombas caem a milhares de quilômetros, suas cidades permanecem intactas, suas famílias seguras, seus jantares servidos pontualmente.

O Analista de guerra Martyanov expõe a ferida aberta da amnésia histórica norte americana.

A diferença entre os Estados Unidos e nações como Rússia ou China não está apenas em mapas ou ideologias  está gravada em sangue e cinzas na memória coletiva. A China enterrou milhões durante a brutalidade da ocupação japonesa. A Rússia pagou com vinte e sete milhões de vidas o preço da vitória contra o nazismo. Essas nações carregam cicatrizes que não cicatrizam, feridas abertas transmitidas de geração em geração. Elas sabem. Sabem o cheiro da morte em massa, o som da sirene, o som do silêncio depois que tudo acabou, o peso de reconstruir sobre os ossos dos que amavam.

Washington, em contraste brutal, é um teatro de ilusões. Políticos ensaiando discursos patrióticos em salões de mármore. Generais estudando guerra em simulações digitais e páginas amareladas de livros de estratégia. Todos convencidos da própria invencibilidade. Todos certos de que a superioridade tecnológica norte americana é um escudo eterno contra a realidade.

E aí reside o perigo mortal.

Elites arrogantes, bebendo champanhe enquanto despacham jovens para morrer em guerras que nunca tocarão sua pele. Tomadores de decisão tão desconectados da carnificina real que tratam conflitos globais como peças em um tabuleiro, números em relatórios, manchetes controladas.

Estão brincando com fogo. E não sabem que já estão queimando.

Porque se uma guerra real verdadeira, total, apocalíptica chegasse ao solo norte  americano...

Seria o colapso absoluto de tudo que conhecem.

Nova York em chamas, arranha-céus desabando como castelos de cartas. Washington reduzida a crateras fumegantes onde um dia ficava o coração do império. Autoestradas transformadas em rios humanos de desespero  famílias inteiras fugindo com o pouco que conseguem carregar, crianças chorando nomes de entes queridos perdidos no caos, idosos abandonados à beira da estrada porque não conseguem mais andar.

Hospitais destruídos. Escolas pulverizadas. Cidades inteiras  Memphis, Phoenix, Seattle  transformadas em cemitérios a céu aberto.

O êxodo seria bíblico em escala. Milhões atravessando fronteiras em pânico, inundando o Canadá, o México, desesperados por qualquer refúgio. Estados menos atingidos sufocando sob a pressão de refugiados internos. O maior deslocamento de população da história norte  americana, talvez da história humana moderna.

E então, finalmente, saberiam o que é guerra realmente 

Martyanov oferece o veredito final, cruel e preciso:

Se os Estados Unidos parecem sempre prontos para guerra, não é por coragem. Não é por força moral ou convicção justa. É por ignorância histórica. Por arrogância cultivada em décadas de impunidade geográfica.

Um povo que nunca sentiu a guerra queimar sua própria carne acredita estar imune ao fogo. Acredita que as chamas sempre devorarão apenas os outros, do outro lado do oceano, longe o suficiente para não perturbar o sono.

Até que a realidade, cruel e implacável, bata à porta.

E quando bater, não pedirá licença.

Créditos para: Rony cheafer.

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