O velho pacto transatlântico já não é a mesma coisa
Hoje, para Bruxelas, o fantasma não é apenas Moscou — é a possibilidade de que os EUA não sejam mais previsíveis. Aliança que oscila entre diplomacia, sanções, disputas comerciais e “propostas imobiliárias” deixa qualquer bloco ansioso.
E onde entra a Groenlândia nessa história?
Ela é o retrato perfeito da nova geopolítica:
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posição militar chave,
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minerais críticos para a era tecnológica,
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porta de entrada para o Ártico,
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competição direta com a China e a Rússia.
Não é sobre comprar território — é sobre dominar o futuro. E a Europa assistiu, meio perplexa, a um aliado disputando simbolicamente um pedaço do tabuleiro que ela considerava parte do seu quintal estratégico.
A Europa entre três pressões
Hoje, o continente parece comprimido por três forças:
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EUA, o aliado que pode acordar de mau humor.
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Rússia, o adversário tradicional que não desaparece.
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China, o parceiro comercial que virou rival tecnológico.
E Agora, Europa?
A grande ironia é que o continente sempre acreditou ser o berço do mundo moderno, mas agora precisa responder a uma pergunta existencial:
É possível sobreviver como potência quando tua defesa depende de outro?
A Groenlândia foi apenas um lembrete — meio cômico, meio assustador — de que o planeta entrou numa fase onde até o Ártico está à venda, e onde alianças não são eternas, são convenientes.
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