Simplesmente maravilhoso
sábado, 23 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
O dia da vingança chegou.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
O jornal New York Times diz que
uma gangue vai julgar Dilma.
O francês
Le Monde afirma que Michel Temer é um especialista em intrigas palacianas.
The
Guardian fala em ruptura institucional.
Quando
FHC doou dinheiro, no Proer, para salvar bancos privados a direita não pediu
sua queda.
Dilma
cometeu o crime de mandar banco público adiantar dinheiro de programa social.
Aí é
grave.
O PT
cometeu muitos crimes. Atolou-se na corrupção.
Mas o seu
crime mais grave, do ponto de vista da oposição, foi um dia ter apontado o dedo
para os outros e gritado: “Corruptos!” Se tivesse entrado no clube sem
moralismo, não seria cobrado e poderia roubar.
O
agravante são as três vitórias consecutivas do PT e a possibilidade de uma
quarta.
Defesa do
petismo corrupto?
Nada mais
simplificador.
Ataque ao
moralizador associado a uma gangue.
Fora
todos! Seria mais justo.
Quem se
alia com Eduardo Cunha não merece confiança.
O
interesse pelo combate à corrupção é mínimo.
A
vibração é com outra coisa: chegou o dia da vingança contra o petismo no
governo.
Dia de
revanche contra cotas, bolsa-família, pobre em avião, Minha casa Minha vida e
outras migalhas.
Eduardo
Cunha é o instrumento da cleptocracia que esfrega as mãos.
A mídia
prepara-se para emplacar mais um golpe.
Dilma
será julgada por uma coisa e condenada por outras.
Impeachment
é o instrumento legal que permite a um tribunal político condenar o presidente
da República sem provas. Estamos no falso parlamentarismo ou no
presidencialismo de mentirinha. O impeachment será um voto de desconfiança. O
STF vai lavar as mãos? Marco Aurélio Mello será o único ministro capaz de se
opor ao militantismo de Gilmar Mendes e ao medo dos demais? As ministras Carmen
Lúcia e Rosa Weber só dizem “acompanho o relator”. Ao menos não se pode
mais acusar os ministros indicados pelo PT de petismo. Toffoli foi fagocitado
por Gilmar. Facchin morre de medo de ser chamado de governista. Vota todas
contra Dilma. A “julgabilidade” do STF é um só um palavrão.
No
domingo, tudo começará em alto estilo com o voto de Abel Galinha.
Na
sequência, centenas de investigados por corrupção tentarão derrubar uma
presidente que não é ré em qualquer processo judicial e em relação à qual não
se provou qualquer ato de desonestidade.
A verdade
precisa ser dita.
Eu
poderia vibrar. O PT vai se ferrar. O PT já me ferrou.
Mas tenho
um compromisso com a minha consciência.
Só digo o
que penso a ser verdade.
A verdade
está na capa do New York Times.
Uma
gangue vai julgar Dilma!
Fonte e créditos: JUREMIR
MACHADO DA SILVA
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
sábado, 2 de abril de 2016
WAGNER MOURA - Pela legalidade
Ser legalista não é o
mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É
intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente
contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o
ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu
oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome
dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder
amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira
democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras
críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que
ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro
para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do
país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das
ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de
esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade
crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a
esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei
lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no
entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via
Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe
clássico.
O país vive um Estado
policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como
promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da
privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações
prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e
vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco
famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu,
gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a
cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários.
Isso é combater um erro com outro.
Em nome da
moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda.
A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em
1964.
Arrepio-me sempre que
escuto alguém dizer que precisamos "limpar" o Brasil. A ideia
estúpida de que, "limpando" o país de um partido político, a
corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo
da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se
considerarem acima da lei por fazerem parte de uma "nobre cruzada pela
moralidade".
Você que, por ser
contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o
processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e
não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade
provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma
Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de
muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um
político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por
puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro
do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças
oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo,
estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é,
no mínimo, inapropriada.
E se você também achar
que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você
necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV
não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.
WAGNER MOURA, 39, é ator. Protagonizou
os filmes "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2"
(2010). Foi indicado ao prêmio Globo de Ouro neste ano pela série
"Narcos" (Netflix)
Fonte e créditos: Jornal a Folha de São Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/
segunda-feira, 21 de março de 2016
Ação contra Lula é de diretora do Gilmar Mendes – Ministro do S.T.F.)
Escândalo! E se foi ele quem
deu a ideia à subordinada e pior! Escreveu a petição?
Nesse regime de generalizada esculhambação, em que a Justiça se
emporcalhou na atividade partidária de forma despudorada, um amigo navegante
enviou preciosas informações sobre essa ação que o Ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT) julga provisoriamente.Como se sabe, Gilmar suspendeu a posse do Ministro Lula (que já trabalha como Ministro, empossado que foi no discurso da Avenida Paulista a que o amigo navegante pode assistir, com emoção, na integra aqui.
Diz o amigo navegante sobre a generalizada esculhambação:
Acabei de ver no site do STF que a advogada que assina a petição do PPS no mandado de segurança contra a posse do Lula é diretora do IDP, subordinada do Gilmar. É uma esculhambação total!
Pode consultar no site da IDP. O nome dela está
lá, como coordenadora de Pós-Graduação: http://www.idp.edu.br/institucional/corpo-dirigente.
Veja a imagem: batom na cueca!
Está
o nome da Dra Marilda, dignísssima funcionária da empresa de negócios
educacionais do Juiz (qua qua qua) do Supremo Tribunal Federal que quer impedir
o Lula de ser Ministro.
Logo ele, que, no Governo (sic) do FHC, se blindou com o foro privilegiado para não ir em cana naPrivataria Tucana e dividir a cela com o ínclito banqueiro a quem deu dois HCs
Canguru, num espaço de 48 horas, apesar dessa claríssima, indesmentível reportagem do jornal nacional!
Fonte e créditos: http://www.conversaafiada.com.br/
domingo, 20 de março de 2016
O MEU PAÍS
|
O
Meu País
João
de Almeida Neto
exibições
33.248
Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.
Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.
Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!
|
My
country
João
de Almeida Neto
views
33,248
A country that
eliminates children;
And do not hear the
cry of the forgotten;
Where ever the
humble are heard;
And an elite without
God is dominating;
Allowing a rape at
every corner;
And the certainty of
unhappy doubt;
Where who is right
becomes servile;
And mistreat the
black and women;
It may be the
country who want;
But it's not for
sure, my country.
A country where the
laws are disposable;
For lack of correct
codes;
With ninety million
illiterates;
And most people
miserable;
A country where
reliable men have no voice,
They do not have
time,
Or guideline;
But corrupt
voiceless,
They have time
They have a,
And the support of
an unusual stimulus;
It may be the
country of anyone;
But it's not for
sure, my country.
A country that their
Indians discriminate;
And Science and Art
does not respect;
A country still die
of malaria by general delay of Medicine;
A country where the
school does not teach;
And the hospital
does not have X-rays;
Where the people of
the village is only happy;
When you have rain
water and light of the sun;
It may be the
country's football;
But it's not for
sure, my country!
A country that is
sick;
Not cure;
You always want to be
in the third world;
That the fatal pit
reached the bottom;
Unaware emerge from
the dark night;
A country that has
lost his composure;
Given the subtle
political;
That divide Brazil
in thousand Brazils;
To better
assaulting, end to end;
It may be a country
of make-believe;
But it's not for
sure, my country!
A country that has
lost identity;
Buried the
Portuguese language;
She learned to speak
English and porn;
Adhering to the
global coarseness;
A country that has
no capacity;
To know what you
think and what you say;
And do not know heal
the scar;
So good that people
who live poorly;
It may be the
country of carnival;
But it's not for
sure, my country!
|
mi
País
João
de Almeida Neto
vistas
33248
Un país que elimina los niños;
Y no escuchar el grito de los olvidados;
Donde quiera que los humildes son escuchadas;
Y una élite sin Dios es dominante;
Permitiendo una violación en cada esquina;
Y la certeza de infeliz duda;
En caso de que se convierte derecho servil;
Y maltratar el negro y las mujeres;
Puede ser el país que quieren;
Pero no es seguro, mi país.
Un país donde las leyes son desechables;
A falta de códigos correctos;
Con noventa millones de analfabetos;
Y la mayoría de la gente desgraciada;
Un país donde los hombres confiables no tienen voz,
Ellos no tienen tiempo,
O directriz;
Pero no tienen voz corrupta,
Tienen tiempo
Tienen una,
Y el apoyo de un estímulo inusual;
Puede que sea el país de cualquier persona;
Pero no es seguro, mi país.
Un país que discrimina a sus indios;
Y Ciencia y el arte no se respetan;
Un país todavía mueren de malaria en un retraso general de la
Medicina;
Un país donde la escuela no enseña;
Y el hospital no tiene los rayos X;
Donde la gente de la villa es sólo es feliz;
Cuando se tiene el agua de lluvia y la luz del sol;
Puede ser de fútbol del país;
Pero no es seguro, mi país!
Un país que está enfermo;
No cura;
Uno siempre quiere estar en el tercer mundo;
Que la fosa fatal llegó al fondo;
Sin darse cuenta emergen de la noche oscura;
Un país que ha perdido la compostura;
Dada la política sutil;
Esa brecha Brasil en miles de Brasil;
Para una mejor agredir, de extremo a extremo;
Puede ser un país de fantasía;
Pero no es seguro, mi país!
Un país que ha perdido la identidad;
Buried el idioma portugués;
Ella aprendió a hablar Inglés y la pornografía;
La adhesión a la tosquedad mundial;
Un país que no tiene la capacidad;
Para saber lo que piensa y lo que se dice;
Y no saben curar la cicatriz;
Es tan bueno que la gente que vive mal;
Puede que sea el país de carnaval;
Pero no es seguro, mi país!
|
sexta-feira, 18 de março de 2016
Protagonismo perigoso.
Editorial do Jornal “A
folha de São Paulo – em 18/03/2016.
Em momentos de
crispação nas ruas como estes que o Brasil conhece, nada mais importante que
dispor de instituições sólidas e equilibradas, capazes de moderar o natural
ímpeto das manifestações e oferecer respostas seguras dentro de um quadro de
legalidade.
Preocupam, por
isso, os sinais de excesso que nos últimos dias partem do Judiciário,
precisamente o Poder do qual se esperam as atitudes mais serenas e ponderadas.
Não se trata
de relativizar o peso das notícias acerca da Operação Lava Jato, ou de minimizar
o efeito político e jurídico das gravações telefônicas divulgadas nesta semana.
O imperioso
combate à corrupção, entretanto, não pode avançar à revelia das garantias
individuais e das leis em vigor no país. Tal lembrança deveria ser
desnecessária num Estado democrático de Direito, mas ela se torna relevante
diante de recentes atitudes do juiz federal Sergio Moro, em geral cioso de seus
deveres e limites.
Talvez
contaminado pela popularidade adquirida entre os que protestam contra o governo
da presidente Dilma Rousseff (PT), Moro despiu-se da toga e fez o povo
brasileiro saber que se sentia "tocado pelo apoio às investigações".
Ocorre que as
investigações não são conduzidas pelo magistrado. A este compete julgar os
fatos que lhe forem apresentados, manifestando-se nos autos com a
imparcialidade que o cargo exige.
Demonstrando
temerária incursão pelo cálculo político, resolveu assumir de vez o
protagonismo na crise ao levantar o sigilo de conversas telefônicas de Lula
(PT) bem no momento em que o ex-presidente se preparava para assumir a Casa
Civil.
Por repulsiva
que seja a estratégia petista de esconder o ex-presidente na Esplanada, não
cabe a um magistrado ignorar ritos legais a fim de interromper o que sem dúvida
representa um mal maior. Pois foi o que fez Moro ao franquear a todos o acesso
às interceptações e transcrições que, como regra, devem ser preservadas sob
sigilo.
Ao justificar
a decisão, Moro argumenta de maneira contraditória. Sustenta que o caso, por
envolver autoridades com foro privilegiado, deve ser remetido ao Supremo
Tribunal Federal, mas tira da corte a possibilidade de deliberar sobre o sigilo
das interceptações.
Pior, a lei
que regula o tema é clara: "A gravação que não interessar à prova será
inutilizada". Quem ouviu as conversas de Lula pôde perceber que muitas
delas eram absolutamente irrelevantes para qualquer acusação criminal. Por que,
então, foram divulgadas?
Ademais, a
conversa entre Lula e Dilma ocorreu depois que o próprio Moro havia mandado ser
interrompida a escuta. Acerca disso o juiz a princípio não se pronuncia.
É sem dúvida
importante que a população saiba o que se passa nas sombras do poder. Daí não
decorre, obviamente, que os juízes possam dar de ombros para as leis. Mais do
que nunca, o exemplo deve partir do Poder Judiciário –sua eventual
desmoralização é o pior que pode acontecer.
quinta-feira, 17 de março de 2016
E viva a IMPARCIALIDADE no Brasil !!!
Juiz que suspendeu nomeação de Lula como ministro mostrou ser contra
governo Dilma nas redes sociais.
mostrou ser contra governo Dilma nas redes sociais.
O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da quarta vara do
Distrito Federal, que suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva como ministro-chefe da Casa Civil publicou em sua página no Facebook
várias fotos que mostram apoio dele à oposição ao governo federal. Em uma foto
publicada nesta quarta-feira (16), o juiz aparece ao lado da família em uma
manifestação contra a presidente Dilma Rousseff com a legenda "fora
Dilma". Em uma foto publicada em outubro de 2014, o juiz mostra apoio ao
então candidato do PSDB, Aécio Neves. O juiz deletou a própria página do
Facebook minutos depois da divulgação da liminar que suspendeu a posse de Lula.
T
odas as imagens são reproduções da página de Itagiba no Facebook.domingo, 21 de fevereiro de 2016
UMA CARTA ABERTA AO BRASIL
Author.
Thinker. Life Enthusiast.
UMA CARTA ABERTA AO BRASIL
February 11, 201613 minute readby Mark Manson
Querido Brasil,
O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai
começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.
Assim como vários outros gringos, eu também vim para
cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não
poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das
suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus
costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.
Não é segredo para ninguém que você está passando
por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas
constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com
uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.
Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci
muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado?
Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto
o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”
No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema
de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente
eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha
conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus
amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros
brasileiros.
Então aí vai: é você.
Você é o problema.
Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é
parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é
parte, como está perpetuando o problema todos os dias.
Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos
bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar
ou da desvalorização do Real.
O problema é a cultura. São as crenças e a
mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma
com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.
O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua
volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja
certo.
Quer um exemplo?
Imagine que você está de carona no carro de um amigo
tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está
bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o
retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai
embora.
No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que
você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite
anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é
o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?
A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para
proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?
Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria
a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a
alternativa B.
Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e
responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma
consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E
por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é
uma forma de egoísmo.
Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se
sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por
isso, não se consideram egoístas.
Mas, infelizmente, eu também acredito que grande
parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e
os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma
forma de egoísmo.
Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais
e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são
corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas
dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor
para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem
viver com mais segurança.
É curioso ver que quando um brasileiro prejudica
outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não
percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um
estranho se for para o bem da sociedade como um todo.
Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil.
Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não
é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra
característica particular da sua cultura.
Algumas semanas atrás, eu e minha noiva viajamos
para um famoso vilarejo no nordeste. Chegando lá, as praias não eram bonitas
como imaginávamos e ainda estavam sujas. Um dos pontos turísticos mais famosos
era uma pedra que de perto não tinha nada demais. Foi decepcionante.
Quando contamos para as pessoas sobre a nossa
percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos você pode ver
e tirar algumas fotos nos pontos turísticos, né?”
Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa
questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as
aparências do que com quem eles realmente são.
É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde
isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já
estive.
Isso explica porque os brasileiros ricos não se
importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife ou uma jóia do que
deveriam, ou contratam empregadas e babás para fazerem um trabalho que poderia
ser feito por eles. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais
ricos. Também é por isso que brasileiros pagam tudo parcelado. Porque eles
querem sentir e mostrar que eles podem ter aquela super TV mesmo quando, na
realidade, eles não tenham dinheiro para pagar. No fim das contas, esse é o
motivo pelo qual um brasileiro que nasceu pobre e sem oportunidades está
disposto a matar por causa de uma motocicleta ou sequestrar alguém por algumas
centenas de Reais. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não
contribuam com a sociedade para merecer isso.
Muitos gringos acham os brasileiros preguiçosos. Eu
não concordo. Pelo contrário, os brasileiros tem mais energia do que muita
gente em outros lugares do mundo (vide: Carnaval).
O problema é que muitos focam grande parte da sua
energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais
importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga
isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem
sucedido de fato.
Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão
“photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e
definitivamente não dura muito.
Se você precisa pagar por algo muito mais caro do
que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você
precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não
é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se
sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos
não funcionam aqui.
E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu
povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo
mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não
gerar confronto.
Por aqui, se alguém está 1h atrasado, todo mundo
fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não
esperar, é visto como cuzão. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio
de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro
ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer
uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar
esse amigo chateado. Se em uma viagem em grupo alguém decide fazer algo
sozinho, este é considerado egoísta.
É sempre mais fácil não confrontar e ser boa praça.
Só que onde não existe confronto, não existe progresso.
Como um gringo que geralmente não liga a mínima
sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não enxergar tudo
isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias
eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles
que são independentes e bem resolvidos.
Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que
falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para
nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando
com a boa vontade de alguém em vez de ensina-la a ser responsável.
Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem
resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e
a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país saia dessa merda
que está e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se
prolongarem no poder.
E assim, você cria uma sociedade que acredita que o
único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores
casos, tirando a vida do outro.
As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um
amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele
aprenda a gerenciar o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.
Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com
alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele
fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele
aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.
Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até
porque eu não sei. E deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA).
Só que em breve, Brasil, você será parte da minha
vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você
será metade do meu filho quando eu tiver um.
E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso
com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar
francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.
E também porque eu tenho uma má notícia: não vai
melhorar tão cedo.
Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou
ser aquele que vai te dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.
O seu governo não vai conseguir pagar todas as
dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes
negócios do país pegaram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava
baixo, lá em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas
dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso
vai piorar a crise.
O preço das commodities estão extremamente baixos e
não apresentam nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos
dinheiro entrando no país. Sua população não é do tipo que poupa e sim, que se
endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que
estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.
Você está ferrado. Você pode tirar a Dilma de lá, ou
todo o PT. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os
erros já foram cometidos anos atrás e agora você vai ter que viver com isso por
um tempo.
Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de
oportunidades perdidas. Se você é um jovem brasileiro, muito do que você
cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você
é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do
seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não
viu?
É a mesma velha história, só muda a década. A
democracia não resolveu o problema. Uma moeda forte não resolveu o problema.
Tirar milhares de pessoa da pobreza não resolveu o problema. O problema
persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas.
O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa
vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito
também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada
brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo.
Ao contrario de outras revoluções externas que fazem
parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser
resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma.
Você precisa escolher ver as coisas de um jeito
novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os
outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar
das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações.
Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer
interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um
lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que
ninguém seja obrigado a lidar com os seus.
Essas são escolhas que precisam ser feitas
diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino
seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.
Você tem uma alegria que é rara e especial, Brasil.
Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz sempre voltar. Eu
só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade que merece.
Seu amigo,
Mark
Traduzido
por Fernanda Neute
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