quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Patrícia (Flamengo) eu também quero uma chance.



        Acho que, a essa altura do campeonato, milhões de brasileiros também querem uma chance no Flamengo, afinal todos “alguma bolinha” ainda jogam e, pelo que o Adriano está ganhando, qualquer um vai. Alias, vamos por bem menos. Se a proposta para o Adriano é de R$ 80.000,00 por jogo, quem sabe o Flamengo me paga R$ 800,00 por jogo e veja bem Sra. Presidente Patrícia, eu prometo treinar todos os dias de manhã, de tarde e uma academiazinha à noite. Estamos fechados??
         O que chama a atenção de todos é a maneira de como as direções “fazem a gestão” dos nossos clubes de futebol. Na grande maioria das vezes, a linha que separa a seriedade do amadorismo é muito tênue, beirando a irresponsabilidade, deixando os clubes quase em regime falimentar. Considerando que o cofre, quase sempre recheado, não é dos diretores e “jogar dinheiro pela janela”, é quase um exibicionismo deles, já que nunca ninguém irá pedir que prestem contas das suas sandices.
         Vejam o caso do Adriano, novamente no Flamengo. Alias, esse rapaz deve ter uma lábia que, se fosse advogado, ganharia muito mais grana, pois se consegue “labiosamente traçar” a Roma, o Corinthians e Flamengo, percebam que o cara não é pouca coisa. Atenção rede Globo, Record e Band, taí uma pessoa com o dom da oratória e que “fala muito, fala muito” (Tite, abre teu olho).
         De resto, ainda sobra para o diretor de “futebolZinho (que é o que o Flamengo tem jogado ultimamente) vir a publico tentar explicar o imponderável e emendar o que não tem emenda.
         Mas... Patrícia eu também quero uma chance. Ah vai, só uma, ta?? 


Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dialogo na transmissão de Futebol (de um canal aí)


Num determinado momento do jogo de um time paulista, o narrador solicita ao comentarista a sua intervenção para falar do jogo:

- O que está faltando para sair o gol ??

- Veja bem, acho que o "CENTRA VANTE" tem que se "deslocá" mais.


Mais tarde, ainda com o zero a zero, o narrador pede novamente a intervenção do comentarista:



-   E dai?? O que falta para esse gol sair??

- Assim ó, o "CURINTIA" precisa "MEXE" mais no ataque. O "ERMISSON" tem que aproximá mais do "CENTRA VANTE".

Em seguida, após um lance duvidoso, o narrador solicita ao comentarista o seu comentário:

- E esse lance?? Ficou alguma duvida??

- Claro, veja no replay. O "ERMISSON" tocou no "CENTRA VANTE" que foi tocado por "baxo". Foi "PENTI", sem duvida, "PENTI PRO CURINTIA".

(E a qualidade nas transmissões, ó....)

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

domingo, 2 de setembro de 2012

A Primavera Arabe as Avessas na Siria


      Quando eclodiu as manifestações por liberdade no Oriente Médio houve, por que não dizer, uma comoção em todo o Ocidente, considerando que os sistemas de governo em pauta eram fechados e, muitas vezes, dominados por oligarquias quase que seculares e, mais ainda, há que se considerar que essas manifestações estavam derrubando governos que, aos olhos de todo o Ocidente, eram considerados por especialistas políticos e econômicos como extremamente fortes e dominadores junto aos seus povos.
Talvez o único sistema que realmente se esmerou em, digamos, "discutir a relação" com os insurgentes tenha sido o Governo Sírio que, como todos sabemos e temos acompanhado, partiu para o embate e demonstrou para esses opositores do regime  que aquele governo não cederia tão facilmente às manifestações e entregaria a chave do palácio.
Quando o governo sírio resistiu e seguiu-se suas vitorias contra os insurgentes do sistema constituído  considerando ai todo o aparato militar desse governo e esses mesmo manifestantes sabedores que sua causa, como as de todos os outros em todos os países daquela região eram BEM VISTOS E RECEPTIVOS aos olhos do ocidente, partiram para ataques contra a população civil.
Os  ataques a população civil da Síria é, sem sombra de duvidas, obra dos insurgentes que, ao cometerem essas atrocidades e todos aqueles crimes contra crianças e idosos e a população civil desarmada, atribuíram esses "verdadeiros crimes de guerra" ao governo sírio e, aparentemente conseguiram chamar a atenção e colocar toda a opinião publica do Ocidente contra o Governo da Síria.
É sabido que se qualquer grupo social politico, cultural ou religioso conseguir o apoio da imprensa, terá meio caminho andado para alcançar seus objetivos e no caso sírio, não foi diferente. Estavam com o "movimento" praticamente perdido e, ao conseguir essa virada publicitaria, além de colocar toda a opinião publica menos informada contra o governo sírio, conseguiram um aporte substancial de armamento para o embate contra as forças do governo.
Outro absurdo nesse episodio lastimável e nem um pouco estranho para quem acompanha as ações da ONU, é justamente  a atitude que a mesma toma, sempre considerando o domínio e a persuasão Americana no Conselho de Segurança, insistindo que para haja uma intervenção militar no país sírio, salvando-se ai nesse episodio a postura Russa e Chinesa que reiteradamente votam pela solução interna da convulsão social Síria, sem nenhum tipo de intrometimento externo.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com



Uma frase para (re)pensar a respeito

Las palabras más hermosas del amor se dice en silencio de una mirada.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Queen - A kind of magic (Um tipo de magica)

Para ser um final de semana magico.

A intolerância política das pessoas



Por esses dias, é um período difícil das pessoas administrarem suas relações pessoais em cada município desse brasilsão dado ao fato de estar se desenvolvendo as eleições municipais em cada uma dessas comunidades País afora.
            Nesse período o cumprimento entre as pessoas fica mais estreito, meio rude, sisudo, sendo que até o teu vizinho de porta te olha com diferença por você ter se manifestado de um lado diverso, politicamente falando, do dele.
            Sem contar o estremecimento que até famílias divide, velhas amizades são trocadas por uma promessa de cargo fácil que, às vezes, até nem chega, pois a gana de “ganhar alguma coisa”, faz você perder um aperto de mão forte e sincero, um sorriso farto e um abraço aconchegante. Vivenciar nesse período aquele “happy hour” com colegas e amigos, nem pensar já que “ele” esta apoiando o fulano lá, “melhor não se misturar”.
            O que se manifesta nas pessoas nessa época é a mal fadada da tal de intolerância que, a bem da verdade, é não permitir ao outro a liberdade de escolha, o livre pensamento. Nessas pessoas está incrustada a mesma intolerância que a sociedade tem (e esta dormindo em cada um) com o tal do credo religioso, a opção sexual de cada um, a cor da pele. Esquecem eles que cada pessoa pode e deve fazer aquilo que lhe apetece, que lhe satisfaça, que traga o âmago da saciedade à sua alma. Imagine se todos gostassem só da cor azul, vermelha, verde ou apenas um time de futebol, só Palmeiras, Grêmio, Inter ou Botafogo. Vejam bem, nem campeonato teríamos para vibrar e com os partidos políticos não pode ser diferente.
            A tal da oposição se apresenta ao ser humano justamente para que ele possa exercitar a sua inteligência, expor seu ponto de vista, divagar sobre suas ideias e apenas as pessoas inteligentes conseguem interagir nesse contexto, explicitando seu ponto de vista sem ser ofensivo e desrespeitoso com a opinião do seu opositor.
            Temos todos que ter em mente que a tal “da campanha política” não deve passar do campo da explanação de ideias, de tal modo que as amizades, os contatos pessoais, os cumprimentos não fiquem difíceis e possam, na segunda-feira logo após o pleito, ter ainda o sentimento de carinho exposto no sorriso de cada um de nós.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Limite do Resgate na Paralimpíada


Quando se fala em inserção social, particularmente de pessoas que tem algum tipo de deficiência física, as pessoas ainda têm na cabeça a idéia que essas pessoas são coitadinhas, limitadas e não podem fazer a maioria das coisas que nós, “seres normais” podemos praticar.
         Uma experiência que vi certa vez tratava de colocar pessoas normais em cadeiras de rodas, outras vendadas e outras com os movimentos dos braços e mãos limitadas, durante um determinado período do dia, com a idéia de que essas pessoas pudessem sentir e tentar realizar as atividades que aquelas pessoas especiais tinham no seu dia-a-dia. O resultado, claro, foi deveras desastroso, até por que nós, chamados de pessoas normais, não desenvolvemos o “feeling” que é a qualidade de emoção e de sensibilidade manifestada numa interpretação e a maneira de sentir uma determinada situação.
         Observando os atletas paralímpicos brasileiros se desdobrando e tendo um desempenho que empilha medalhas para o País, se apresentando para a dita sociedade e ocupando seus espaços, não mendigando lugar, mas pedindo oportunidades, não querendo serem vistos como coitadinhos, querendo apenas ocupar seu lugar que a sociedade diz que existe e nega ali na frente quando um empresário o rejeita para uma vaga de trabalho se há algum tipo de deficiência.
         Sinceramente e sem vergonha de confessar e, até do meu circulo de amizades, não conheço ninguém que nade como aquele medalhista que já conquistou nove medalhas (eu se cair numa piscina, vou nadar tantos metros quanto ela tiver de profundidade, uma verdadeira pedra), e aquela moça que corre os cem metros, sem possibilidades de acompanhar, e os meninos do futsal, olhem bem, vendados jogam mais e correm mais do que muitos perfeitos, como eu.
         Então, brasileiros que estão em Londres, brilhem e nos encham de orgulho, tragam tantas medalhas quantas puderem, afinal essa “tua imperfeição” se completa na nossa perfeição, marejando meus olhos quando fazes tocar nosso hino.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com

terça-feira, 28 de agosto de 2012