sexta-feira, 24 de julho de 2015

Basta apenas um olhar.


Já disse um velho poeta que o que move o mundo é o sentimento sublime de uma coisa chamada amor.
            
Aí, surge outra pergunta: Onde está o amor? Ou ainda: onde está o verdadeiro amor? Sim, por que se o procuramos mesmo estando com alguém, é claro que ainda não estamos ou não achamos esse verdadeiro amor.
            
E ele surge sorrateiramente, pregando peças, mudando rotinas, quebrando paradigmas, traçando planos até ali nunca imaginados, planejando coisas diversa do teu querer, tomando as rédeas da tua vida e ditando novos rumos e horizontes distintos do até ali buscados. Tocando o teu eu lá no fundo e dizendo que “esse teu eu não é mais teu”.
            
Onde você esbarra com ele? Pode ser numa rua, no metrô, no ônibus, no trabalho ou até numa loja. Basta um olhar, um gesto, um cheiro ou um sorriso e pronto. Tua existência passa por uma metamorfose tamanha que tudo até agora vivenciado fica num patamar secundário já que entramos num universo desconhecido onde experimentamos sensações curiosas, anseios estranhos, violentando regras e sucumbindo em devaneios que deixam as madrugadas infinitamente longas e geladas, sorvendo teu ser e desregrando tua vida.
            
Então, você passa a querer ver, falar, ouvir a voz, sentir seu cheiro, tocar na sua mão, enfim, chegar perto. Às vezes, só passar onde a pessoa está, vê-la ao longe, inicialmente ajuda, depois passa a ser pouco, dada a angustia que se instala, feito um adolescente.
            
O que move uma pessoa, onde toca, o que desperta, sacode e inspira, ninguém sabe. É uma onda de sensações, talvez nunca sentidas que nos remete a procurar ser diferente, fazer coisas diferentes e tentar explorar esse desconhecido embriagante.
            
Ninguém sabe por que, muito menos como acontece esse estalo, quando cria essa vontade, quando flui esse sentimento, mas, ainda assim, isso nos faz sentir vivos, mão suando frio, garganta seca, aquela expectativa de criança quando vai receber um presente é a mesma quando está prestes a vê-la.
            
Há, esse sentimento de amar alguém, sentir-se feliz apenas por saber que ela existe. Isso alimenta nossos dias.

Como é bom saber que você existe e faz meu mundo ter mais graça. Obrigado por me permitir saber que você existe e me fazer sentir vivo.

Há, essa coisa chamada amor . . ., estranho, inexplicável e adoravelmente gostoso de se sentir.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com
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