sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Trem Bala



Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar
No topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre
Correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Ana Vilela

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Médico nordestino emociona o país ao relatar consulta de idosa com câncer

Semana curta e cansativa, coração agitado, mente num turbilhão. Deus hoje resolveu me visitar. Ele tinha um corpo franzino, rosto marcado pelo sol, mãos com sutil aspereza de quem trabalhou pesado a vida toda e um cheiro de lavanda misturado com as cinzas de um fogão de lenha. Ele falava de um jeito bonito e simples, arrastado e vindo lá do Goiás. Vestia a melhor roupa que tinha, colorida, bem cuidada, mas respingada da sopa que serviram antes da consulta. O sapato de algodão listrado não combinava com a blusa florida… ah, mas Ele era Deus e podia tudo. Seus olhos fugiam dos meus. Como podia Deus se fazer pequeno assim? Logo lembrei que Ele sabe muito bem fazer isso. Lembrei que Ele foi homem, é pão e será sempre grande, pequeno Deus. Parecia envergonhado, ansioso pela notícia, infelizmente não tão boa. Estava cansado da viagem, da sala de espera lotada e de anos de luta contra o câncer. Diante da grandeza à minha frente, aumentei minha pequenez para que pudesse caber na menor brecha que ousei adentrar naquela vida. A doença mudou, progrediu e voltou a judiar. Aquele remédio que tanto cansava e nauseava aqueles poucos quilos tão frágeis se faria necessário mais uma vez.
“Mas, Dotô. Não diga isso.”
Seu rosto se entristeceu e quanto me doeu ver Deus sendo gente ali diante de mim.
“D. Socorro, não fica triste. O doutor aqui tem coração mole e pode chorar.”
Olhou para mim e pude ver o brilho dos olhos sábios dizendo: “Vou chorar em casa, para o senhor não olhar.”
Como aquilo me engrandecia. Como pode Deus me visitar assim. Ali acabou meu cansaço. Ali só coube emoção. Examinei aquele corpo pequeno. Coração forte e barulhento, pulmões que sopraram em mim o sopro da vida e contemplei o mais belo sorriso com as cócegas geradas ao palpar seu abdome. Pensava comigo o quanto eu queria, com minha mão, retirar cada um daqueles tumores e ao mesmo tempo me emocionava porque, com aquela visita, Deus retirava cada um dos meus, não físicos. Minha prescrição seria o que menos importava ali, mas assim mesmo a fiz.
“D. Socorro, vou prescrever aquele remédio chatinho, mas para tentar controlar a doença da senhora.”
Humilde, respondeu: “É o jeito.”
No final de tudo, depois de eternos poucos minutos de graça, Deus olhou para mim e disse: “Dotô, o resto pode estar doente e não prestar, mas meu coração é grande e bom.” Ah, Deus! Que coração.
Já emocionado, apenas pedi um abraço e agradeci por tudo aquilo. Ganhei mais. Ganhei uma foto, um carinho no rosto e a certeza de que Deus sempre está comigo e sempre me visita de diversas formas. Hoje Ele me visitou, me curou e me deu força para continuar. Ironicamente, saiu daquela sala e falou: “Fica com Deus, Dotô.”
“Estive com Ele, D. Socorro.”
Autor: João Carlos Resende Martins Medeiros Trindade
        Médico – Barretos / SP

terça-feira, 18 de julho de 2017

carta ao jornalista Caco Barcellos:

Tenho três filhos e devo confessar que não tinha como habito assistir aos seus programas, quando percebi meus filhos comentando os temas abordados no PROFISSÃO REPORTER, sua relevância, importância e pragmatismo em trazer ao conhecimento da população “realidades” que transcendem o cotidiano contemplado nos telejornais diários.

Me chamou a atenção a chamada dos senhores no que tange ao próximo programa, a ser veiculado no dia 19/07/2017, não pelo tema em si, cuja relevância é imprescindível se quisermos tratar RACISMO como coisa de um passado distante nas nossas discussões diárias.

O cuidado que o tema predispõe se reflete justamente por não se rotular pessoas, instituições e situações.
Veja a chamada do programa, a qual reflete uma situação isolada de um indivíduo que, longe de ser uma pessoa de boa índole, tenta se vitimizar numa situação da qual foi o único culpado. Senão, vejamos: no episódio do caso de racismo desse jogador, eu assistia ao jogo no SPORTV, perdíamos para o Santos por 2 X 0, e ele simplesmente começou a FAZER CERA, retardando o jogo, demorando para repor a bola, irritando a torcida. Ai, abre-se um parêntese para vermos até onde vai a imparcialidade da imprensa, pois não se ouviu em nenhum órgão de imprensa menção a isso, ninguém comentou como começou e o porquê das ofensas, sim SUPERDIMENSIONOU o fato em si, onde esse indivíduo se locupletou com o episódio, vislumbrando nisso guarida necessária para um reconhecimento notório nacional, já que, como jogador jamais conseguiria.

Claro, imperioso reforçar, o episódio da torcida é um gesto que precisa ser extirpado do contexto social em que vivemos, condenável em todos os aspectos mas fica a pergunta: e o jogo limpo por parte do atleta?? E os gestos politicamente corretos que todos nos cobramos?? Se vocês no programa querem reviver aquele episódio, o façam desde o princípio, como teve início e o porquê das ofensas. SÓ ASSIM VOCES SERÃO, EM ALGUM MOMENTO, JUSTO AOS FATOS.

A instituição tem em seus quadros jogadores, dirigentes e funcionários negros, na acepção da palavra. Não pode passar para história como um clube racista que, veja bem JORNALISTA CACO BARCELLOS, sem assistir ainda essa tua matéria, sei que iras passar ao público.

Jornalismo verdade, pressupõe bem mais do isso que irá ao ar nobre jornalista.

Guilherme Quadros

https://wwwpalmeiraemfoco.blogspot.com.br/

sexta-feira, 23 de junho de 2017

koreana canta despacito


Muy lindo

Cerveja pode ser melhor que paracetamol no alívio da dor, sugere pesquisa

Apesar de indicar bons resultados, pesquisadores reforçam que é preciso mais estudos que validem o achado

Foi por terra aquele ditado que diz "bebo para ficar mal, se fosse para ficar bem tomava remédio". Pelo menos é o que indica uma revisão de estudos feita por pesquisadores da Universidade de Greenwich que foi publicada no Journal of Pain, dos Estados Unidos.

Segundo os estudiosos, duas doses (aproximadamente 500ml cada) de cerveja são mais eficazes no combate à dor do que analgésicos como paracetamol, por exemplo. Durante a análise de 18 estudos, foi descoberto que os drinks alcoólicos conseguem reduzir em 25% a dor. A explicação para essa redução ainda não está bem clara. Agora, os pesquisadores querem entender se o álcool age nos receptores do cérebro ou na redução dos níveis de ansiedade. 


Fonte: http://zh.clicrbs.com.br

sábado, 10 de junho de 2017

Rindo atoa do Brasil !!!


Essa imagem é emblemática.

Se, efetivamente, não mexer contigo, tem alguma coisa errada mesmo!!!!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Somos Supremos!!!

Talvez, o ser humano, desde de que se conheça por gente, tendo vontade própria, fazendo suas escolhas, se discipline para ser sempre o melhor em tudo que faça.
            Essa disputa exacerbada acentua-se em nossos ambientes de trabalho, nas nossas rodas sociais, enfim, onde quer que o ser humano se faça presente.
            Não obstante ao fascínio pessoal que embriaga e move o ser humano em busca dessa supremacia, tornando-se uma referência social e profissional, ele busca incessantemente o reconhecimento e o marco que o torna o supra sumo, a nata, o “tudo” de todos.
            Não somos nem de longe tudo que queremos, tão pouco, tudo que podemos. Limitamos nossa capacidade de conhecimento cada vez que a expomos de maneira arbitraria, deliberadamente, quando somos acintosos, ou, como queiram, exibidos pois, nesse momento, nos diminuímos enquanto pessoa quando deixamos aflorar nossa leveza de sermos donos das verdades cotidianas. Isso soa arrogância, na maioria das vezes. Da mesma forma, quando podemos demonstrar nossas mais sutis habilidades enquanto ser humano, criativo, superior, atencioso, receptivo, fraterno, pecamos pela ausência de iniciativa, em muitas situações não nos permitindo interceder numa circunstância onde impere o razoável em favor de alguém.
O ontem já foi.
O amanhã chama-se imponderável.
O hoje é agora.
Viva o teu hoje que é o que tens de concreto, alicerçando teus sonhos e projetos numa estrada pavimentada pela emoção de ter vivido feliz cada minuto da vida.

                                              
Autor: Guilherme Quadros
Email:gqkonig@hotmail.com

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Custo DEPUTADOS EM OUTROS PAÍSES.

Salário de parlamentares no Brasil supera o de países de primeiro mundo, diz revista.

‘The Economist’ mostra que congressistas brasileiros têm remuneração superior a de japoneses, noruegueses, canadenses, alemães e suecos.

RIO — O salário de parlamentares brasileiros aparece como um dos mais altos em ranking divulgado nesta segunda-feira pela revista britânica "The Economist". Entre 29 países listados, os brasileiros ocupam a quinta colocação, agraciados com US$ 157,6 mil por ano, mais do que em países como Canadá (US$ 154 mil), Japão (US$ 149,7 mil), Noruega (U$S 138 mil), Alemanha (U$ 119,5 mil), Israel (US$ 114,8 mil), Reino Unido (US$ 105,4 mil), Suécia (US$ 99,3 mil), França (US$ 85,9 mil) e Espanha (US$ 43,9 mil).

Os únicos países selecionados com parlamentares que ganham mais do que os brasileiros são Austrália (US$ 201,2 mil), Nigéria (US$ 189,5 mil), Itália (US$ 182,0 mil) e Estados Unidos (US$ 174 mil). A lista, entretanto, não considera outros tipos de remuneração. Hoje, um deputado federal do Brasil, que ganha R$ 26.723,13 por mês, ainda tem direito a plano de saúde, auxílio-moradia, cota parlamentar, passagens aéreas e carro oficial.

O mesmo gráfico que mostra o valor de cada remuneração em diferentes países considera o salário em relação à renda per capita. Neste caso, o Brasil aparece na sexta colocação, com a remuneração anual do parlamentar sendo 13 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita. A Nigéria lidera o ranking, com 116 vezes o valor do PIB per capita. A Noruega é a última colocada, com apenas duas vezes o valor do PIB per capita.

Os dados divulgados pela “Economist” foram coletados por um órgão que controla os gastos do parlamento britânico. Lá, há uma proposta de aumento para os parlamentares de 11,5%. Se for aprovado o projeto, o congressista britânico passará a ganhar US$ 117 mil. E ainda assim a remuneração continuará a ser menor do que no caso brasileiro.

FONTE E CRÉDITOS: http://oglobo.globo.com/

Quanto custa um deputado?

Quando se fala em REFORMA DA PREVIDÊNCIA para diminuir custos da União, em algum momento, ALGUÉM ouviu se falar em cortar os privilégios assegurados aos SENHORES DEPUTADOS??

Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios de um deputado federal brasileiro, que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês. Ou R$ 1 bilhão por ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco com base nos valores atualizados dos benefícios dos parlamentares na Câmara

Veja a tabela de benefícios (até fevereiro de 2016):
Benefício
Média mensal
Por ano
Salário
R$ 33.763,00
R$ 438.919,00
Ajuda de custo (1)
R$ 1.406,79
R$ 16.881,50
Cotão (2)
R$ 39.884,31
R$ 478.611,67
Auxílio-moradia (3)
R$ 1.608,34
R$ 19.300,16
Verba de gabinete para até 25 funcionários
R$ 92.000
R$ 1.104.000,00
Total de um deputado
R$ 168.662,44
R$ 2.023.949,28
Total dos 513 deputados
R$ 86.523.831,72
R$ 1.038.285.980,64

Carros oficiais.  São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.

(1) Ajuda de custo. O 14º e o 15º salários foram extintos em 2013, restando apenas a ajuda de custo. O valor remanescente se refere à média anual do valor dessa ajuda de custo, que é paga apenas duas vezes em 4 anos.

(2) Cotão. Valor se refere à média dos 513 deputados, consideradas as diferenças entre estados. A média não computa adicional de R$ 1.353,04 devido a líderes e vice-líderes partidários. O Cotão inclui passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. O telefone dos imóveis funcionais está fora do cotão: é de uso livre, sem franquia. O cotão varia, de estado para estado, de R$ 30,4 mil a R$ 45,2 mil.

(3) Auxílio-moradia. O valor indicado representa a média de gastos de acordo com o uso do benefício em cada época. Atualmente, o valor é de R$ 4.253,00. Mas só quem não usa apartamento funcional tem direito ao benefício. Atualmente, 319 deputados ocupam os apartamentos localizados na Asa Sul e na Asa Norte.

(4) Saúde. Os deputados só são ressarcidos em serviços médicos que não puderem ser prestados no Departamento Médico (Demed) da Câmara, em Brasília.

FONTE E CREDITOS: http://congressoemfoco.uol.com.br/

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Email enviado ao Willian Bonner

Prezado Willian:

Tenho que me solidarizar com você mais uma vez. Na tua posição, como formador de opinião que, dependendo de como aborda o fato, isso traz uma consequência que pode até mudar os rumos de um pais.
Ontem, como em tantos dias, sempre que posso, assisto os jornais da BAND, SBT e o teu JORNAL NACIONAL, por último.
Não raras vezes, como é fácil de perceber, o quão sensacionalista são os outros, que omitem notícias ou as fazem de um jeito distorcido e tendencioso, de maneira a, literalmente falando, atrapalhar pessoas e, as vezes, até os rumos de uma nação.
Minha abordagem escrita contigo se faz pelo seguinte fato: ontem no jornaleco da BAND, veiculou-se uma notícia versando o seguinte: O ministro do Supremo Alexandre de Moraes suspendeu a operação que investiga fraudes na Superintendência da Pesca do Pará. Para ele, houve irregularidade na busca de documentos no gabinete de uma deputada federal que tem foro privilegiado.
É obvio que vocês, omitindo uma informação desse porte, o fazem apenas para preservar as instituições. Dizer que esse ministro vai se prestar apenas àquilo o qual se propunha fazer ao ganhar essa vaga no STF, serve apenas para tumultuar o país, estimular as pessoas a desacreditarem cada vez mais nas instituições.
Continue assim Willian. Afinal um desvio que beira 200 milhões. Ora, verdadeira ninharia.
Políticos envolvidos?? Qual nada. Não podemos macular a imagem de pessoas que nunca tiveram seus nomes envolvidos. Condutas ilibadas jamais podem ser manchadas por meros indícios de desvio.
Parabéns Willian. Você e a Globo estão de parabéns por protegerem nossa nação.
Guilherme Quadros

http://wwwpalmeiraemfoco.blogspot.com.br

quinta-feira, 30 de março de 2017

Bela Homenagem da Globo ao Temer!!!!

Último capítulo de 'A Lei do Amor': Tony Ramos fará participação ao lado de Grazi Massafera; foto!



Ué, Luciane (Grazi Massafera) já não está de chamego com Robinson (Gabriel Chadan) em A Lei do Amor? Pelo visto, o saradão vai ganhar um concorrente de peso no último capítulo da novela, que vai ao ar nesta sexta-feira, 31/3. Ninguém menos que Tony Ramos fará uma participação especial na cena do desfecho da loira na história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
O ator surgiu todo poderoso a lado de Grazi na gravação das emoções finais da personagem. Quem será o homem que ele interpreta na companhia da beldade? Assista ao último capítulo de A Lei do Amor para descobrir tudo!

Nesse caso, é a arte imitando a vida real.
Mas que belíssima homenagem a REDE GLOBO faz a sua excelência, o digníssimo Michel Temer.

Fonte e creditos: http://gshow.globo.com


segunda-feira, 27 de março de 2017

Casos de Bruno e Guilherme de Pádua geram debate sobre ressocialização de presos

Para especialistas, quebra de valores é um dos motivos do repúdio da sociedade


RIO- Em menos de uma semana, duas notícias provocaram polêmica entre os brasileiros. No dia 10 de março, o time de futebol Boa Esporte, de Varginha (MG), anunciou a contratação do goleiro Bruno, que deixou a prisão após cumprir seis anos da pena de 22 anos e três meses estabelecida pela Justiça por sua suposta ligação com a morte de sua ex-namorada, Eliza Samúdio. A imagem do jogador posando para fotos e dando autógrafos a crianças causou ainda mais discussão. Quatro dias depois, o ex-detento Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, trocou alianças com Juliana Lacerda em um cartório de Belo Horizonte. A volta de ambos à vida social, ao menos em parte — Bruno ainda recorre da sentença —, promoveu longos debates a respeito da ressocialização de egressos do sistema penitenciário.

 Especialistas no tema apontam que grande parte da população brasileira não está pronta para a reinserção dessas pessoas e espera que os criminosos “desapareçam”. A quebra de valores morais e a solidariedade com os familiares da vítima estão entre os fatores que causam o sentimento de repulsa.— As pessoas normalmente reagem muito mal a qualquer agressão aos valores da sociedade, seja do ponto de vista religioso ou penal. Há um preconceito social. A pessoa cometeu crime, foi punida e depois de algum tempo ela vai ter que sair, mas em geral a população reage mal e fica sempre lembrando que aquele cara cometeu um homicídio — afirma o psiquiatra forense Talvane de Moraes. — Quando a população fica sabendo do crime, sofre com a notícia, se condói da vítima, se solidariza com a família. É natural, mas precisamos trabalhar para que a sociedade aceite pessoas que pagaram pelo erro.
 O goleiro Bruno foi condenado em primeira instância pelo envolvimento na morte de Eliza Samúdio, mas a defesa do acusado recorreu à segunda instância e, até o momento, a Justiça não proferiu nova decisão sobre o caso. Por isso, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder habeas corpus para que Bruno recorra da sentença em liberdade. O ex-ator Guilherme de Pádua que, em 1992 — junto com sua ex-mulher Paula Thomaz —, assassinou a facadas a atriz Daniella Perez, foi condenado na época a 19 anos de prisão e ficou preso por seis anos.
 Nesses casos específicos, a barbaridade dos crimes pode compor a lista de fatores que impulsionaram a aversão da sociedade a seus autores. A socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes, sublinha que a morosidade da Justiça, que faz com que um detento fique anos sem uma sentença definitiva, gera na população a sensação de impunidade.
— O estigma de ex-criminoso persegue essas pessoas. No caso do Bruno, ele é acusado de participar de uma morte em que houve esquartejamento. É muito emblemático. As pessoas ficam chocadas pensando que ele ficou meia dúzia de anos e já saiu, mas ele não pode ficar preso indefinidamente aguardando julgamento. Os advogados se valeram de um recurso legítimo — analisa. — Se ele tivesse cumprido sua pena, acho que talvez a reação não fosse essa. Acredito que parte da reação tem a ver com a sensação que foi provocada de que o crime ficou impune.
Outra questão que, segundo Julita, intensifica a discussão em torno do caso do goleiro Bruno, é o receio de que ele volte a ser um ídolo.
— A repercussão também está relacionada à preocupação com a idolatria. Há determinadas profissões que estimulam uma admiração cega. O jogador atrai uma admiração que tem a ver com o imaginário do brasileiro, então é como se esse sentimento apagasse da memória o crime pelo qual a pessoa foi acusada.
NOVA CHANCE É EXCEÇÃO
Assim como Bruno e Guilherme de Pádua, Samuel Lourenço, 30 anos, respondeu na Justiça por um homicídio: aos 20 anos ele assassinou a amante do amigo a facadas. Após cumprir seis anos de pena em regime fechado, três no semiaberto e um no aberto, Lourenço vive agora em liberdade condicional. Aluno do sexto período de Gestão Pública na UFRJ, ele também trabalha em um escritório de advocacia, mas afirma que a ressocialização é uma realidade distante.
— Não é tão fácil assim. O goleiro Bruno recebeu (proposta de emprego). Você encontra uns e outros que recebem, mas em geral os presos ficam sem trabalho. Eu posso apontar pelo menos 15 amigos que têm dificuldade com questão de trabalho. (Receber propostas) não é regra, é exceção. Seria maravilhoso para a gente que todos os egressos saíssem e tivessem oportunidades — opina Lourenço. — Por eu ter sido preso, fiquei super feliz quando vi que Bruno arrumou um trabalho de imediato. É hora da retomada da vida. Assim como fico feliz quando vejo que Suzane (von Richthofen) quer estudar. Depois do crime, teve condenação, teve recurso. Mas as pessoas ficam ligadas diretamente com o crime.
Coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio, Emanuel Queiroz afirma que além do preconceito, os egressos esbarram em questões burocráticas.
— A sociedade prefere que os criminosos desapareçam na cadeia e nunca mais retornem. Estima-se que 5% do efetivo carcerário do estado não têm registro de nascimento. Quando são presas e condenadas, essas pessoas têm o direito político suspenso, então não podem se inscrever para ter o título de eleitor. Mas precisam dele para ter CPF e de CPF para ter carteira de trabalho.
Embora tenha cumprido grande parte de sua pena e esteja estudando e trabalhando, Samuel Lourenço afirma que a receptividade encontrada por ex-detentos famosos em algumas pessoas, muitas vezes, não acontece com quem é anônimo. Revelar seu passado mesmo entre os colegas universitários não foi confortável.
— Ser famoso está relacionado às pessoas conhecerem um pouco da sua história. Essa é uma dificuldade da prisão para quem não tem uma exposição midiática: as pessoas só te conhecem a partir de um crime. O fato de algumas pessoas muitas vezes apoiarem o Bruno e não apoiarem outros presos está relacionado a não conhecerem a história (dos outros) — argumenta Lourenço. — A gente prefere reconhecer o cara pós-cárcere como um criminoso. Eu sou um cara que as pessoas querem que amarre num poste. Então, chegar na universidade é um grande desafio.

Fonte e créditos: http://oglobo.globo.com

sexta-feira, 24 de março de 2017

O dia em que o justiceiro da Globo foi derrotado por um blogueiro sujo.

Quando o historiador do futuro estudar a nossa época e os intermináveis golpes que vitimaram nossa democracia, nossos direitos sociais, nossas garantias individuais, esse estudioso, vivendo, espero eu, num Brasil próspero, com justiça social e respeito às liberdades, irá se deparar com este curioso episódio em que a figura mais poderosa do país foi derrotada por um frágil blogueiro de esquerda.
Tenho escrito frequentemente, aqui no blog, pensando nesse historiador imaginário, no qual deposito muitas esperanças de que use nossos erros, angústias e injustiças para delas extrair lições para o seu próprio tempo.
Nesta quinta-feira 23 de março, o juiz Sergio Moro assinou um divertido atestado de sua derrota perante a blogosfera. Ele divulgou um despacho incrivelmente confuso, em que tenta explicar, sem sucesso, as razões pelas quais mandou sequestrar Eduardo Guimarães, editor do blog Cidadania.
O despacho parece um texto do blog Antagonista: mal escrito, mal educado, desequilibrado, quiçá criminoso, por conter uma ou mais injúrias; totalmente incompatível, enfim, com o que se espera de um magistrado.
Sergio Moro recuou em função das pressões vindas das redes sociais e da blogosfera. Para disfarçar, ele menciona apenas o manifesto da Abraji, uma entidade jornalística controlada pela Globo. Mas a Abraji foi justamente a última a publicar um manifesto – de resto muito tímido – em repúdio ao sequestro de Eduardo Guimarães, e o fez, naturalmente, após o enorme volume de manifestações nas redes sociais.
Qual foi o recuo de Moro? Ele “desquebrou” os sigilos telefônicos e eletrônicos de Eduardo Guimarães. Ou seja, depois da Polícia Federal e Ministério Público fuçarem o email do blogueiro e não encontrarem nada, o juiz mandou que nenhum dado referente à comunicação eletrônica fosse usado.
Ora, não vão usar nada porque não encontraram nada!
Assim como não encontraram nada, até o momento, contra Lula, cuja prisão, ou inabilitação política, é a obsessão única de Sergio Moro, a razão pela qual as elites plutocráticas entregaram tanto poder em suas mãos. Ele está nervoso porque o tempo está passando e até agora não encontrou nada. Seu prazo está quase se esgotando.
Sergio Moro não é de confiança. Ele manteve Eduardo Guimarães como investigado, “pelo suposto embaraço à investigação pela comunicação da decisão judicial sigilosa diretamente aos próprios investigados”, o que é uma acusação ridícula, porque Eduardo não é agente público, e não tem a mínima obrigação de colaborar com a polícia política de Sergio Moro. Tendo aceitado Eduardo como jornalista, é uma acusação que não se sustentará por muito tempo.
Entretanto, a parte do despacho que mostra, em sua inteireza, a mediocridade moral de Sergio Moro é quando ele procura humilhar Eduardo Guimarães ao afirmar que o “investigado” teria declinado o nome da fonte, coisa que “nenhum jornalista de verdade o faria”.
Sergio Moro faz um juízo de valor mesquinho, covarde, maldoso. Eduardo Guimarães não tem experiência como jornalista, porque nunca trabalhou numa redação. E foi coagido a falar sem a presença de um advogado. O despacho de Moro é particularmente covarde porque os agentes, ao falarem com Eduardo, já tinham tido acesso a seu sigilo telefônico, quebrado por Moro, e identificado a fonte.
Essa quebra de sigilo foi criminosa, porque Eduardo Guimarães foi reconhecido, pelo próprio Sergio Moro, como jornalista.
Talvez o próprio Eduardo não tenha consciência clara disso, mas ele foi vítima de uma repugnante tortura psicológica.
Não foi Sergio Moro que foi acordado às seis horas da manhã com agentes armados esmurrando sua porta, revirando seu apartamento, pegando seu celular e seu computador, o celular da sua mulher, e impedindo-o de se comunicar com seu advogado.
Não foi Sergio Moro que foi humilhado perante seus vizinhos e trabalhadores de seu edifício, com uma condução coercitiva ilegal, que em alguns sentidos é pior, pensando bem, do que um sequestro perpetrado por bandidos.
Um sequestro relâmpago atinge o seu bolso, mas não a sua honra.
Ao invés de pedir desculpas, Sergio Moro desce o mais baixo possível na escala da baixeza moral e insulta Eduardo Guimarães!
Ora, um juiz “de verdade” nunca tripudiaria das desgraças que ele mesmo inflingiu a um cidadão brasileiro, residente num pequeno e modesto apartamento no centro de São Paulo, pai de quatro filhas mulheres, incluindo uma menina muito doente, a qual Eduardo Guimarães dedica um amor tão profundo e comovente, que contaminou todos os seus leitores e colegas de blogosfera.
Estamos sempre preocupados com a saúde de sua filha. Foi a primeira coisa, aliás, que pensei, quando soube deste odioso sequestro de Eduardo Guimarães: meu Deus, e a Vitória, e se ela perceber e passar mal, o que acontecerá? Será que os brucutus reviraram o quarto dela também?
Tenho certeza que Vitória foi um dos pensamentos obsessivos de Eduardo Guimarães enquanto era conduzido coercitivamente à polícia, sem saber do que estava sendo acusado. Será que Sergio Moro vai me encarcerar por anos a fio, como fez com tanta gente, inclusive muitos inocentes, talvez tenha pensado Guimarães?
Quem cuidará da minha querida Vitória, seguramente perguntou-se o nosso blogueiro.
Provas? Ah, não nos façam rir. Desde quando a Lava Jato precisou de provas para prender alguém?
O insulto de Sergio Moro a Eduardo Guimarães deveria valer uma severa representação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), seguido de uma pesada indenização pecuniária, vinda do salário de Sergio Moro e não do erário, a Eduardo Guimarães.
Quem é você, Sergio Moro, para definir quem é “jornalista de verdade” ou não, ainda mais num despacho judicial?
Sergio Moro goza de todas as glórias do mundo. É um personagem rodeado de riquezas, bajulações e poder. Um Golias inflado com tanta vaidade que vai às redes sociais agradecer o apoio que recebe da “totaliade” do povo brasileiro – e que, em seguida, manda apagar todas as milhares de críticas que recebeu.
Pertence a uma casta que ganha mais de um milhão por ano. Um contracheque recente, que vazou nas redes sociais, mostra um rendimento superior a R$ 100 mil em apenas um mês.
É o queridinho da Globo e das elites do dinheiro. Nas manifestações de rua, senhoras ricas desfilam com faixas em seu apoio, ao lado de outras senhoras portando cartazes que perguntam: por que não mataram todos em 64?
Eduardo Guimarães é um vendedor de autopeças que trabalhava, nas horas vagas, como jornalista, movido puramente por idealismo, sem ganhar anda. Ao contrário, investe seu próprio dinheiro no blog, com o fito de combater a manipulação diária da grande mídia nacional. A violência de Sergio Moro contra ele prejudicará, evidentemente, o seu trabalho como comerciante, tornando sua vida ainda mais difícil.
A parte do despacho (na verdade, citação de despacho anterior do próprio Moro) em que ele justifica a sua violência pela “informação em destaque, embora ultrapassada, de que o titular seria candidato a vereador para a cidade de São Paulo (PCdoB) revela uma maneira estranha de raciocinar!
O que tem isso? Eduardo Guimarães pensou que o Brasil fosse uma democracia, e que seus magistrados conhecessem a Constituição. Um jornalista pode se candidatar, perder as eleições e depois voltar a ser jornalista. Não é isso que se pede aos políticos, que não sejam políticos profissionais?
Se se pede que políticos não sejam profissionais, então é de se supor que eles precisem ter outras profissões. E que estas profissões sejam respeitadas!
Sergio Moro sabia perfeitamente bem que Eduardo Guimarães era um blogueiro conhecido e querido junto a um determinado campo político.
Todos os sinais à disposição de Sergio Moro mostravam, além disso, um blogueiro vulnerável, frágil.
Por isso mesmo a violência contra Eduardo Guimarães nos chocou tanto.
Foi uma ação inacreditavelmente covarde!
A Lava Jato está babando sangue para pegar blogueiros, porque entendem que eles são a ponta-de-lança das críticas, justas, necessárias, vitais, que setores crescentes da sociedade fazem aos arbítrios repugnantes que a operação protagoniza.
Sergio Moro, ainda justificando o seu recuo, menciona a crítica que recebeu de “jornalistas respeitáveis”. Ora, em se tratando da Lava Jato, os blogueiros são infinitamente mais “respeitáveis” do que a grande maioria dos jornalistas da grande imprensa, que dão um tratamento sabujo, acrítico, à operação.
Toda aquela história de jornalismo “crítico ao poder”, que a mídia gostava de repetir ao longo do governo Lula, para justificar o seu jornalismo político de guerra e a sua “propaganda política” diária e incessante de oposição, desaparece misteriosamente quando o poder é a Lava Jato, o autoritarismo judicial e a própria mídia.
Quanto ao outro insulto, de que o blog Cidadania faz “propaganda política”, essa foi justamente umas das razões pelas quais Sergio Moro foi derrotado.
Diante de uma mídia tão profundamente partidária e parcial como a nossa, justificar a agressão a um blogueiro dizendo que o seu trabalho fazia “propaganda político-partidária” é o cúmulo da hipocrisia.
Se o argumento for esse, então Eduardo Guimarães faz o jornalismo mais honesto de toda a imprensa nacional, porque é o único que sempre demonstrou total transparência em relação às suas preferências políticas e partidárias, o que não se pode falar do jornalismo dito corporativo, que procura disfarçar o seu partidarismo radicalizado com o mais abjeto cinismo.
Sergio Moro esteve, recentemente, numa premiação da Revista Istoé, que elegeu Michel Temer como “Homem do Ano”.
Sergio Moro estava lá.
Todos o viram.
Confabulando, aos risos, com Aécio Neves, presidente nacional do PSDB.
O que Sergio Moro fazia lá?
A Istoé, para Sergio Moro, faz um “jornalismo respeitável”?
É “respeitável” dar prêmio de Homem do Ano para Michel Temer, que traiu sua companheira de chapa de maneira sórdida, que tem aprovação abaixo de zero, e que tem patrocinado, segundo inúmeros cientistas sociais, economistas e “respeitáveis jornalistas”, o maior retrocesso social da nossa história?
É respeitável Sergio Moro, em meio a uma grande investigação que envolve tantos aliados de Michel Temer, estar presente num evento desses?
O justiceiro da Globo, neste episódio do Eduardo Guimarães, foi miseravelmente derrotado, e pelo mais vulnerável e ingênuo dos blogueiros progressistas.
Voltando ao historiador do futuro, eu o imagino, neste momento, dando um sorriso malicioso, ao ver que, por alguns dias, o pequeno e frágil David da blogosfera derrotou o Golias da mídia.
Esse historiador, penso eu, seguirá lendo as narrativas de nosso tempo com mais vontade, e torcendo, evidentemente, pela derrota final do autoritarismo!
A ele, portanto, eu me dirijo. Tenha paciência, meu caro, não largue a leitura agora. Continua nos estudando e você verá que todos esses autoritários que hoje riem da desgraça do povo brasileiro, mais fragilizado do que jamais esteve em muitos anos, serão esmagados.
Todo o sofrimento infligido à população, iremos cobrá-los, com os mesmos pesados juros com que eles nos escorcham hoje.
As nossas pequenas vitórias são grandes vitórias, enquanto as grandes vitórias deles são sempre mesquinhas, pequenas, baixas.
Essa é a matemática que, mais dia menos dia, nos levará a virar o jogo.

Autor e Creditos: MIGUEL DO ROSÁRIO editor do Cafezinho.

quinta-feira, 2 de março de 2017

photograph


Photograph

Loving can hurt
Loving can hurt sometimes
But it's the only thing that I know
When it gets hard
You know it can get hard sometimes
It is the only thing that makes us feel alive

We keep this love in a photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
And time's forever frozen still

So you can keep me
Inside the pocket of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
You won't ever be alone
Wait for me to come home

Loving can heal
Loving can mend your soul
And it's the only thing that I know
I swear it will get easier
Remember that with every piece of ya
It's the only thing we take with us when we die

We keep this love in this photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
Time's forever frozen still

So you can keep me
Inside the pocket of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
You won't ever be alone

And if you hurt me
That's okay, baby
Only words bleed
Inside these pages you just hold me
And I won't ever let you go
Wait for me to come home

Wait for me to come home
Wait for me to come home
Wait for me to come home

So you could fit me
Inside the necklace you got
When you were sixteen
Next to your heartbeat, where I should be
Keep it deep within your soul

And if you hurt me
Well, that's okay, baby
Only words bleed
Inside these pages you just hold me
And I won't ever let you go

When I'm away
I will remember how you kissed me
Under the lamppost back on 6th street
Hearing you whisper through the phone
Wait for me to come home
Fotografia

Amar pode doer
Amar pode doer às vezes
Mas é a única coisa que eu sei
Quando fica difícil
Você sabe que pode ficar difícil algumas vezes
É a única coisa que nos faz sentir vivos

Nós mantemos este amor numa fotografia
Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
Onde nossos olhos nunca se fecham
Nossos corações nunca estiveram partidos
E o tempo está congelado para sempre

Então você pode me guardar
No bolso do seu jeans rasgado
Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem
Você nunca estará sozinha
Me espere para voltar pra casa

Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que fica mais fácil
Se lembre disso em cada pedaço seu
E é a única coisa que levamos com a gente quando morremos

Nós mantemos este amor numa fotografia
Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
Onde nossos olhos nunca fecham
Nossos corações nunca estiveram partidos
E o tempo está congelado para sempre

Então você pode me guardar
No bolso do seu jeans rasgado
Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem
Você nunca estará sozinha

E se você me machucar
Tudo bem, querida
Apenas as palavras sangram
Dentro destas páginas você me abraça
E eu nunca vou te deixar ir
Me espere para voltar pra casa

Me espere para voltar pra casa
Me espere para voltar pra casa
Me espere para voltar pra casa

E você poderia me colocar
Dentro do colar que você ganhou
Quando tinha 16 anos
Perto das batidas do seu coração, onde eu deveria estar
Mantenha isso no fundo de sua alma

E se você me machucar
Bem, está tudo bem, querida
Apenas as palavras sangram
Dentro destas páginas você me abraça
E eu nunca te deixarei ir

Quando eu estiver longe
Me lembrarei de como você me beijou
Embaixo do poste de luz da 6ª rua
Ouvindo você sussurrar pelo telefone
Me espere para voltar pra casa