domingo, 12 de abril de 2026

Assisti Chelsea X City (Gremio aqui), Vamos socializa o sofrimento

Jogo bonito, organizado, intensidade lá em cima… os caras parecem que jogam outro esporte. Tudo no lugar, passe encaixado, jogador sabendo o que fazer antes mesmo da bola chegar.

Aí desliguei a TV.

E lembrei do Grêmio.

Na hora me veio um pensamento profundo, quase filosófico:

isso não é futebol… isso é desigualdade social esportiva.

Não é possível que só a gente precise sofrer assim.

Então proponho aqui uma medida justa, democrática e extremamente necessária:

vamos socializar o sofrimento.

Funciona assim:

A gente pega — com todo respeito — um desses elencos aí, pode ser do City, pode ser do Chelsea (apesar do 0x3, sabemos que foi fora da curva), tanto faz… os caras jogam demais.

Sequestra? Não…
realoca temporariamente.

Traz pra Porto Alegre.

Coloca no lugar do elenco do Grêmio.

E manda o nosso time pra Inglaterra.

Simples.

Quero ver eles tentando armar jogada com três adversários grudados e nenhum companheiro se apresentando.
Quero ver o Haaland pedindo bola e recebendo um lançamento que vai parar na lateral.
Quero ver o Guardiola na beira do campo tentando entender por que nada funciona como ele desenhou.

Aí sim o futebol fica justo.

Porque hoje, convenhamos…
uns jogam futebol.

Outros… praticam resistência emocional.

Aqui não é só tática.
Aqui é fé.
É superação.
É aquele olhar pro céu antes do escanteio como quem diz: “seja o que Deus quiser”.

E o melhor de tudo é que a gente sabe que vai sofrer…
e mesmo assim liga a TV.

Mesmo assim acredita.
Mesmo assim diz: “hoje vai”.

Torcer pro Grêmio não é hobby.
É experiência de vida.

É praticamente um curso intensivo de gestão de expectativa.

Por isso reforço:

vamos socializar o sofrimento.

Porque enquanto uns discutem esquema tático, posse de bola e pressão alta…

a gente só quer uma coisa simples:

um passe que chegue no pé.

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