domingo, 19 de abril de 2026

“A Mim Não Enganam” — Nenhum Torcedor do Gremio Aguenta Mais

Li a declaração de um diretor do Olympique de Marseille depois de uma derrota:

“A mim não enganam.”

Na hora pensei:
ué… mas isso não foi dito lá no vestiário do Grêmio?

Porque, sinceramente, tem coisas que são universais no futebol.

O torcedor pode até não entender de esquema tático, linha alta, saída de três…
mas ele entende quando o time não entrega.

E isso, meu amigo… não engana ninguém.

Tem jogo que tu assiste e já sabe.
Não é falta de talento.
Não é azar.

É outra coisa.

É postura.
É entrega.
É aquela sensação de que o jogo vale mais pra quem tá olhando do que pra quem tá jogando.

E aí vem entrevista.
Explicação.
Desculpa.

E o torcedor ali, quieto… pensando:

“A mim não enganam.”

Porque quem acompanha sabe a diferença entre perder lutando e perder sem alma.

Pode até tomar goleada…
mas se tiver entrega, o torcedor respeita.

Agora, quando parece que ninguém se encontra, ninguém chama a responsabilidade, ninguém muda o rumo…

aí não tem discurso que resolva.

E o mais curioso é que isso não acontece só aqui.

Lá na França, lá na Europa, lá onde o futebol é milionário, estruturado, moderno…

também acontece.

Porque no fim das contas, o problema não é geografia.

É atitude.

E talvez essa seja a parte mais difícil de aceitar:

o futebol pode ter evoluído em tecnologia, preparação, análise de desempenho…

mas o básico continua sendo o mesmo de sempre:

vontade de jogar bola.

Sem isso, não tem esquema que funcione.
Não tem treinador que resolva.
Não tem coletiva que convença.

O torcedor pode até ser apaixonado.

Mas não é cego.

Ele vê.
Ele sente.
Ele sabe.

E quando chega nesse ponto…

não precisa de análise aprofundada.

Basta uma frase:

“A mim não enganam.”

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