Veja aonde chegamos: um playboy com uma barbichinha de cantor de música mexicana e brilhantina no cabelo, enfiou de uma só vez, todos os poderes institucionais do Brasil, numa lata de lixo.
Não foi um exército. Nem um grupo.
Foi um homem sozinho. Um cabra que falava “peleleca” para se referir a periquita da namorada.
Ele, com seu iPhone de última geração, um Whatsapp nervoso e vestindo terninhos modelo “Mamãe quero chupeta” colocou Executivo, Legislativo e Judiciário inteiros de joelhos, escancarando a falta de escrúpulos e valores morais pagos com nossos impostos.
Os mesmos vagabundos que querem definir o que eu posso falar, que piada tenho permissão para contar e quanto vão pegar do meu dinheiro, em impostos, para financiar suas festas com charuto e whisky Macallan.
Nem podemos dizer que é o maior escândalo de corrupção da história do Brasil porque são muitos e o tempo todo. Seria necessário um estudo profundo. Os anões do orçamento, desvio dos aposentados do INSS, Mensalão, Petrolão, Lava Jato e por aí vai.
Um detalhe importante: essa galera não começou a fazer isso ontem. Estão ali faz tempo e são chancelados a cada eleição, para que continuem enfiando e girando a faca em nosso peito e girando. Os que não foram eleitos, foram indicados pelos que foram. São da mesma raça de capivaras.
E a coisa está só começando: Hoje, apareceu até um grupo de Whatsapp de funcionários do Banco Central que vendiam “consultoria” para esse Mauricinho e uma conversa sobre uma festa de arroba com 120 mulheres (só novinhas) – a maioria estrangeiras - com 20 homens.
O Brasil é o puteiro mais caro do mundo.
Estamos à beira de um colapso financeiro, com os juros mais altos do planeta, inflação crescente, récorde de feminicídios, 82% das famílias endividadas, o maior número da história de moradores de rua, empatados o Líbano em matemática e em ciências com o Azerbaijão (segundo a OCDE), 8 milhões de analfabetos adultos e foi preciso um fanfarrão para colocar essa corja toda pelada, exposta numa vitrine, para que todo mundo visse. São eles que estão nus, mas essa vergonha também é minha. E sua.
Entenda: Não importa se você escolhe as pedras pretas ou brancas. A verdade é que eles não vão deixar você entender a estratégia do jogo. Você é só um dos peões que eles movem em busca de votos e da permanência do poder.
Isso acontece porque colocaram na cabeça do brasileiro que o voto deve seguir uma ideologia.
Dane-se se o cara é honesto.
Dane-se quem melhor pode administrar o dinheiro e as ações públicas.
Dane-se quem tem mais competência.
Esses senhores não são honestos porque o voto também não é. Vota-se por interesse próprio, vantagens e benefícios particulares e jamais coletivos. Nunca por competência e idoneidade. São eleitos por regras ideológicas que obviamente, são definidas por eles mesmos, como forma de encobrir sua falta de curriculum e competência.
Querem falar de soberania? Que soberania se mal conseguimos punir juizes de suprema corte sabidamente corruptos, expostos agora, mas que todos já sabiam há tempos? Soberania, se canalhas presos - e são muitos - por corrupção voltam a ter direito a ser eleito?
Um homem errou a mão e tivemos essa hecatombe. Só um. E sabe quantos vai precisar para tudo ser resolvido? Só um, também. Acabei de Ler que Gilmar Mendes (sim, aquele mesmo) já avisou que vai “pedir vista” do processo e... acabou ai. Nunca mais vamos ver a sequencia disso.
Somos um país de bosta e enquanto o voto for ideológico, o Brasil será um enredo de mazelas sociais.
Desculpe o desabafo. Dormi mal. Não me irrite nos comentários, por favor.
Todos os Créditos do artigo (com louvor):
Rêne de Moura, publicitário
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