domingo, 10 de maio de 2015

Eu sou o cara. Será?


Calma, calma. Não faço uma auto rotulação, absolutamente. Nem minha, nem de ninguém. Escrevo de maneira genérica.
            
Quase que todos os dias encontramos diversas, talvez muitas, pessoas que julgam-se como sendo o centro do universo, centro do mundo, “o gás da coca” como dizem por aí, talvez até o botão da bomba atômica, ou seja, prontas para detonarem se não estiverem a frente de tudo e ouvidas para e sobre qualquer assunto, seja no trabalho, na vida social, enfim, em tudo que se mova ou precise do pitaco  de alguém. Imprescindíveis segundo as suas avaliações e arrogantes em conceitos e opiniões.
            
Ora. Nada e nem ninguém pode se julgar insubstituível. Na vida, no trabalho, na parte social e sentimental. Em nenhum lugar. Hoje em dia já se diz, por exemplo, que “viúvo é quem morre” e esta certo. Afinal, a vida mais que continua, ela “bomba aí fora”.
            
Quando passamos “desta para melhor”, nossas atividades laborais continuam. Mal ou bem, no dia seguinte alguém vai chegar ao teu lugar no trabalho, vai ligar o computador e vai fazer as atividades. Teu lugar nas vidas sociais do teu grupo vai ser substituído por alguém. Quer uma prova? Quantos conhecidos você tinha a cinco anos atrás? E agora? São os mesmos? Provavelmente não. Talvez, alguns e muitos novos, certo. Então?
            
Provavelmente Alexandre, O Grande, no seu leito de morte tenha deixado o sumo da humildade que, todos nós, simples mortais deveríamos praticar todos os dias. Pediu ele: “que seu caixão fosse transportados pelos mais respeitados médicos; que seus tesouros, ouros e diamantes fossem espalhados pelo caminho ate o tumulo e que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, balançando no ar, a vista de todos”.

Questionado do por que daqueles pedidos curiosos, Alexandre respondeu: “os médicos para que todos percebam que ninguém tem poderes de cura sobre a morte; os tesouros para que as pessoas percebam que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; que as minhas mãos balancem ao vento para que todos percebam que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos”.  

Então, pergunte com respeito. Responda com simpatia. Sorria com os olhos (que é o melhor de todos os sorrisos), seja meigo em gestos e atitudes. Se puder ajudar, faça-o de maneira que você fique feliz com aquilo. Não julgue, tão pouco critique os outros, pois você não sabe “qual guerra aquela pessoa esta enfrentando”. Saiba que cordialidade e simpatia são atos contagiantes, se você praticar, você contamina o teu ambiente e o mundo ao teu redor.

Vamos lá, tente. Pratique. Experimente.

Autor: Guilherme Quadros
Email: gqkonig@hotmail.com